Hamas anuncia programa para compensar palestinos em Gaza

O grupo militante palestino Hamas disse que está começando neste sábado um programa para dar dinheiro para pessoas que perderam parentes ou casas durante a ofensiva israelense na Faixa de Gaza.
Segundo integrantes do Hamas, alguns moradores do território vão receber até US$ 5 mil.
O correspondente da BBC no campo de refugiados de Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza, Aleem Maqbool, disse que alimentos e remédios estão chegando à população, mas Israel está boqueando muitas remessas para o território.
Apenas ajuda humanitária mais básica está sendo liberada para Gaza, disse Maqbool.
Cessar-fogo
Membros do Hamas devem se reunir com mediadores egípcios no Cairo neste domingo para discutir formas de fortalecer o frágil cessar-fogo na Faixa de Gaza.
O Hamas, que controla o território, declarou uma trégua há uma semana, pouco depois que Israel anunciou um cessar-fogo unilateral.
Representantes da facção palestina rival, Fatah, que controla a Cisjordânia, também devem ir ao Egito para iniciar conversações para uma reconciliação.
Cerca de 1,3 mil palestinos foram mortos na operação militar israelense em Gaza, que durou 22 dias.
Treze israelenses - três deles, civis - morreram no mesmo período.
O Egito vem agindo há muito tempo como mensageiro entre Israel e os palestinos. As autoridades israelenses se recusam a negociar diretamente com o Hamas, que consideram uma organização terrorista.
A agência estatal de notícias do Egito diz que o chefe de inteligência do país, Omar Suleiman, vai se reunir com a delegação do Hamas, depois de conversar com o emissário de Israel no Cairo na quinta-feira passada.
O Hamas quer ver incluídos no acordo de cessar-fogo planos para a reabertura das fronteiras da Faixa de Gaza.
Israel e o Egito reforçaram um bloqueio na fronteira depois que o Hamas assumiu o controle do território à força em meados de 2007.
As autoridades de ambos os países dizem que só vão abrir os portões se o Hamas aceitar o envio de fiscais de fronteira para impedir o contrabando de armas para Gaza, de acordo com a correspondente da BBC no Cairo, Yolande Knell.












