AO VIVO, EUA e Israel atacam sedes do poder no Irã, e país revida lançando mísseis contra países da região; siga

Bombardeio acontece depois de semanas de tentativa de negociação diplomática a respeito do programa nuclear de Teerã. Trump insta iranianos a derrubar governo, que nega morte de lideranças

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

  1. Brasil condena ação coordenada dos Estados Unidos e de Israel

    O governo brasileiro, por meio de uma nota do Itamaraty, condenou a ação coordenada dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, chamando atenção para o fato de os ataques terem acontecido "em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região".

    "O Brasil apela a todas as partes que respeitem o direito internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil."

    Segundo o Itamaraty, as embaixadas na região estão acompanhando as comunidades brasileiras na tentativa de atender às necessidades dos brasileiros e garantir a sua segurança.

  2. Vídeo mostra míssil atingindo o Bahrein

    Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), ataques retaliatórios do Ir˜a foram lançados contra o território israelense. Instalações da Marinha americana no Bahrein também foram atingidas por mísseis, e explosões foram registradas em Doha, no Catar.

    Legenda do vídeo, Vídeo gravado de carro em movimento mostra míssil atingindo o Bahrein, país que abriga instalações da Marinha dos Estados Unidos no Oriente Médio
  3. Reino Unido, França e Alemanha condenam ataques de retaliação do Irã em declaração conjunta

    Em uma declaração conjunta, os governos do Reino Unido, Alemanha e França condenaram os ataques de retaliação do Irã contra países vizinhos após a ação conjunta dos EUA e de Israel deste sábado (28/2).

    "A França, a Alemanha e o Reino Unido têm instado consistentemente o regime iraniano a encerrar seu programa nuclear, restringir seu programa de mísseis balísticos, abster-se de suas atividades desestabilizadoras na região e em nossos territórios, e cessar a violência e a repressão terríveis contra seu próprio povo", diz a nota, assinada pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer, presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Friedrich Merz.

    Os líderes afirmaram que seus países não participaram dos ataques, mas disseram estar em contato com os Estados Unidos, Israel e parceiros na região.

    "Reiteramos nosso compromisso com a estabilidade regional e com a proteção da vida civil. Condenamos veementemente os ataques iranianos contra países da região", disseram.

    "O Irã deve se abster de ataques militares indiscriminados. Instamos a liderança iraniana a buscar uma solução negociada. Em última análise, o povo iraniano deve ter a liberdade de determinar seu futuro."

    Mapa mostra países atingidos por ataques de retaliação do Irã
  4. Mídia estatal iraniana nega relatos de que altos funcionários e o chefe do Exército tenham sido mortos

    A mídia estatal iraniana negou as notícias de que altos funcionários políticos e o chefe do Exército do país tenham sido mortos na onda de ataques conjuntos entre EUA e Israel neste sábado (28/2).

    O presidente Masoud Pezeshkian está a salvo, afirmou seu vice-presidente, Mohammad Jafar Qaempanah, em uma publicação no Telegram.

    O filho do presidente, Youssef Pezeshkian, escreveu no Telegram que "desta vez, suas tentativas de assassinato não tiveram sucesso".

    O Exército negou a morte de seu comandante, o major-general Amir Hatami, e a agência de notícias linha-dura Fars informou que o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional (CSSN), Ali Larijani, estão ilesos.

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que seus ataques em Teerã tiveram como alvo locais onde importantes figuras políticas e de segurança estavam reunidas.

  5. Ataque de Israel atinge escola primária no Irã, diz agência estatal

    Segundo a Agência de Notícias da República Islâmica, 53 pessoas morreram após ataques de Israel terem atingido uma escola primária feminina no condado de Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irã.

    O governador Mohammad Radmehr afirmou que outras 48 pessoas ficaram feridas e que o número de mortos na escola Shajareh Tayyebeh continua aumentando.

    A BBC não conseguiu verificar essa informação de forma independente, pois veículos de imprensa internacionais frequentemente têm seus vistos negados para o Irã, o que limita a capacidade de coletar informações sobre o que está acontecendo no país.

    Além disso, há um bloqueio de internet "quase total" no Irã, em decorrência de um ataque cibernético anterior.

  6. Ataques tiveram como alvo figuras do alto escalão do Irã, diz Israel

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam que seus ataques em Teerã tiveram como alvo locais onde figuras políticas e de segurança de alto escalão estavam reunidas.

    Em um comunicado, as IDF afirmam que prepararam a operação com um plano elaborado ao longo de meses, concentrando os esforços de sua agência de inteligência militar para aproveitar uma oportunidade quando as elites governantes do Irã estivessem reunidas.

    O órgão afirmou ainda que o ataque realizado pela manhã, em vez de durante a noite, proporcionou "surpresa tática". As IDF estão agora avaliando os resultados do ataque, conclui o comunicado.

  7. Carros queimados e prédios destruídos no Irã

    Imagens gravadas no distrito de Narmak, em Teerã, após os ataques israelenses e americanos, mostram cenas de destruição e desespero entre a população.

    Legenda do vídeo, Carros queimados e prédios destruídos no Irã
  8. ANÁLISE | Esta é uma guerra de escolha; os EUA e o Irã a veem como uma oportunidade imperdível.

    Fumaça no céu de Teerã após ataques

    Crédito, Reuters

    Por Jeremy Bowen, editor internacional da BBC News

    A decisão dos Estados Unidos e de Israel de mergulhar em uma nova guerra com o Irã cria um momento extremamente perigoso, com consequências imprevisíveis. Israel usou a palavra "preventivo" para justificar seu ataque.

    As evidências mostram que esta não é uma resposta a uma ameaça iminente, como o termo "preventivo" implica.

    Em vez disso, é uma guerra de escolha.

    Israel e os Estados Unidos calcularam que o regime islâmico no Irã está vulnerável, enfrentando uma grave crise econômica, as consequências da brutal repressão aos manifestantes no início do ano e com as defesas ainda bastante danificadas pela guerra em junho de 2025. Sua conclusão parece ter sido a de que esta era uma oportunidade que não deveria ser desperdiçada.

    É também mais um golpe no já fragilizado sistema de direito internacional.

    Em suas declarações, tanto o presidente Donald Trump quanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disseram que o Irã representava um perigo para seus países – Trump disse que era um perigo global.

    O regime islâmico é, sem dúvida, seu inimigo declarado. Mas é difícil entender como a justificativa legal da legítima defesa se aplica, dada a enorme disparidade de poder entre os EUA e Israel, de um lado, e o Irã, do outro.

  9. O que resta do programa nuclear iraniano após ataques de 2025?

    Um cartaz em Teerã retrata equipamentos de enriquecimento de urânio e cientistas iranianos mortos em ataques israelenses em junho de 2025.

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Um cartaz em Teerã retrata equipamentos de enriquecimento de urânio e cientistas iranianos mortos em ataques israelenses em junho de 2025.

    Após o início dos ataques neste sábado, Donald Trump acusou o Irã de desenvolver mísseis de longo alcance que já ameaçam a Europa e as tropas americanas estacionadas no exterior e que em breve "poderiam atingir o território americano".

    O Irã nega ter uma bomba nuclear, mas muitos países, assim como a agência global de vigilância nuclear, a Agência Internacional de Energia Atômica, não acreditam nisso.

    Qual a situação do programa iraniano após os ataques dos EUA de junho de 2025? O quanto ele é realmente uma ameaça?

  10. Pânico nas ruas, mas alívio para alguns: o clima no Irã

    Iranianos tentam desobstruir uma rua em meio ao trânsito intenso em Teerã, Irã, enquanto explosões são ouvidas após ataque

    Crédito, Sohrab / Middle East Images / AFP via Getty Images

    Legenda da foto, Iranianos tentam desobstruir uma rua em meio ao trânsito intenso em Teerã, Irã, enquanto explosões são ouvidas após ataque

    Por Baran Abbasi, da BBC Persa

    No Irã, a reação aos ataques foi bastante diversa, com cenas de pânico em algumas áreas e alívio em outras diante da perspectiva da queda do regime.

    Por volta das 9h40 da manhã (horário local, 3h40 de Brasília), iranianos em várias cidades relataram ter ouvido fortes explosões.

    Vídeos que circulam nas redes sociais mostram pessoas correndo em pânico perto dos locais das explosões, com gritos e choro ao fundo.

    Mas, ao mesmo tempo, parece haver uma sensação de alívio – até mesmo de celebração – entre aqueles que acreditam que a queda do regime só pode ocorrer por meio de intervenção militar.

    Muitas pessoas já previam um possível ataque dos EUA. As reações dos iranianos foram bastante diversas.

    "Se eu morrer, não se esqueçam de que nós também existimos – aqueles de nós que se opõem a qualquer ataque militar, aqueles de nós que se tornarão apenas um número nos relatórios de mortos", escreveu um iraniano nas redes sociais.

    Outro escreveu: "Maldita seja a ditadura islâmica que causou esta guerra. Já sofremos três guerras."

    Muitos iranianos que vivenciaram o que foi descrito como uma das repressões mais sangrentas contra civis na história moderna dizem agora acolher favoravelmente a mudança de regime – mesmo que esta ocorra por meio de intervenção militar e assassinato de altos funcionários.

    Outros, contudo, temem que os ataques aéreos por si só não sejam suficientes para derrubar o regime. Receiam que ele possa sobreviver e, em resposta, tornar-se ainda mais brutal contra o seu próprio povo.

  11. Ataque do Irã deixou um morto, dizem Emirados Árabes Unidos

    O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos disse que o país foi alvo de um "ataque envolvendo mísseis balísticos iranianos" e que os destroços, que caíram em uma área residencial em Abu Dhabi, mataram um civil de nacionalidade asiática, cujo nome não foi divulgado. A Força Aérea dos Estados Unidos opera a partir de uma base em Al Dhafra, ao sul de Abu Dhabi, juntamente com a Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos.

  12. Como o resto do mundo está reagindo?

    Após os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã – e a retaliação de Teerã – diversos líderes mundiais se pronunciaram sobre o tema:A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, lembrou que o bloco europeu adotou "sanções abrangentes" em resposta ao "regime assassino" do Irã. "Apelamos a todas as partes para que exerçam a máxima contenção, protejam os civis e respeitem integralmente o direito internacional."

    O gabinete da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, expressa solidariedade à população civil do Irã, afirmando que continua a exigir respeito pelos direitos civis e políticos. O gabinete acrescenta que Meloni consultará aliados e líderes regionais para apoiar os esforços para aliviar as tensões.

    O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que seu país "está ao lado do corajoso povo do Irã em sua luta contra a opressão" e apoia os EUA nos esforços para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear.

    Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia descreveu as ações dos EUA e de Israel como "imprudentes", afirmando que violam o direito internacional. A Rússia apelou para o retorno a soluções políticas e diplomáticas.

    Anteriormente, um porta-voz do governo do Reino Unido afirmou que o país "não deseja uma escalada para um conflito regional mais amplo", acrescentando: "estamos prontos para proteger nossos interesses".

  13. Ataques iranianos em Israel, Catar, Emirados Árabes, Bahrein e Kuwait

    Mapa mostra países atingidos por ataques iranianos

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam que o Irã lançou ataques retaliatórios contra o país após a operação coordenada com os EUA em ao menos cinco cidades do país persa.

    Em um comunicado, as IDF afirmam: "Sirenes foram acionadas em diversas áreas do país após a identificação de mísseis lançados do Irã em direção ao Estado de Israel".

    Ainda segundo o governo israelense, sua força aérea estaria operando para interceptar e atacar ameaças. Imagens do céu de Israel mostram rastros de foguete deixados pelo sistema de defesa antimíssil Domo de Ferro.

    Explosões também foram registradas nos Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait.

    Fumaça sobe após o Irã realizar um ataque com mísseis contra o quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA no Bahrein, em 28 de fevereiro de 2026

    Crédito, Stringer/Anadolu via Getty Images

    Legenda da foto, Fumaça sobe após o Irã realizar um ataque com mísseis contra o quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA no Bahrein, em 28 de fevereiro de 2026

    O Centro Nacional de Comunicações do Bahrein informou que instalações da 5ª Frota da Marinha dos EUA foi alvo de um ataque com mísseis, segundo um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal local.

    O Bahrein abriga o quartel-general da 5ª Frota americana, cuja área de responsabilidade inclui o Golfo Pérsico, o Mar Vermelho, o Mar Arábico e partes do Oceano Índico.

    Explosões e sirenes de alerta aéreo também foram ouvidas em Doha, capital do Catar. O ministério da Defesa afirmou ter "neutralizado com sucesso diversos ataques contra o território do país" e o ministério do Interior afirmou que os mísseis não causaram danos.

    O Catar abriga a Base Aérea de Al Udeid, a maior instalação militar americana na região.

    Também foram ouvidas explosões nos Emirados Árabes Unidos, no Bahrein e no Kuwait.

    A agência de notícias estatal dos Emirados Árabes Unidos informou que uma pessoa morreu após a interceptação de mísseis iranianos.

  14. Análise | As ameaças de Trump e as negociações nucleares: como chegamos a este ponto?

    Por Hugo Bachega, correspondente do Oriente Médio em Jerusalém

    A justificativa para o ataque dos EUA e de Israel ao Irã será tema de intenso debate nas próximas horas e dias.

    Trump ameaçou bombardear o Irã pela primeira vez no mês passado, quando as forças de segurança reprimiram brutalmente protestos antigovernamentais, matando milhares de pessoas. Desde então, no entanto, seu foco tem sido principalmente o programa nuclear iraniano, embora ele não tenha explicado completamente por que a questão se tornou uma emergência que exige ação militar.

    Por décadas, os EUA e Israel acusam o Irã de tentar secretamente desenvolver uma arma nuclear. O Irã nega repetidamente buscar uma bomba e afirma que seu programa tem fins exclusivamente pacíficos, embora seja o único Estado não detentor de armas nucleares a ter enriquecido urânio a níveis próximos aos de armas nucleares.

    O Irã alega que sua atividade de enriquecimento cessou após o ataque dos EUA às suas instalações nucleares durante a guerra com Israel no ano passado, embora não tenha permitido que inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tivessem acesso aos locais danificados. O presidente Trump reiterou que as instalações foram destruídas nos ataques.

    Manifestação no Irã

    Crédito, Getty Images

    Três rodadas de negociações entre os Estados Unidos e o Irã foram realizadas neste mês para chegar a um acordo, com novas conversas previstas para a próxima semana. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, que estava mediando as negociações, se reuniu com autoridades americanas em Washington nesta sexta-feira (27/2), um dia após as conversas em Genebra, no que pode ter sido uma última tentativa de evitar um ataque.

    Em entrevista à CBS News, Albusaidi disse que um acordo estava "ao nosso alcance" e que "progressos substanciais" haviam sido feitos nas negociações, solicitando mais tempo para as conversas. Discutindo publicamente os detalhes da proposta iraniana pela primeira vez, ele mencionou a oferta do Irã de nunca mais estocar urânio enriquecido, seu compromisso de reduzir irreversivelmente os estoques existentes e a verificação pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

    Albusaidi descreveu as propostas como melhores do que o acordo nuclear assinado com o Irã durante o governo Obama em 2015, o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA). Trump deixou o acordo durante seu primeiro mandato na Casa Branca, em 2018.

    Antes das negociações, o Irã já havia rejeitado as exigências dos EUA para discutir limites ao seu programa de mísseis balísticos, bem como o fim do apoio a aliados na região, argumentando que tais exigências constituíam uma violação de sua soberania. Albusaidi afirmou que o Irã estava "aberto a discutir qualquer assunto" e que questões não nucleares poderiam ser tratadas separadamente com seus vizinhos.

  15. Os ataques atingiram pelo menos cinco cidades iranianas

    Segundo a agência de notícias iraniana Fars, explosões foram ouvidas em cinco cidades no Irã: Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah e na capital Teerã.

    Mapa mostra cidades atingidas por ataques
  16. VÍDEO: Trump confirma ataques para 'eliminar ameaças iminentes'

    Em um vídeo postado nas redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, confirmou que "grandes operações de combate" estão em andamento no Irã.

    Segundo Trump, a ação seria uma forma de prevenção contra o programa nuclear iraniano.

    O Irã "tentou reconstruir seu programa nuclear e continuar desenvolvendo mísseis de longo alcance que agora podem ameaçar nossos bons amigos e aliados na Europa, nossas tropas estacionadas no exterior e que em breve poderiam atingir o território americano", disse.

    Legenda do vídeo, EUA e Israel iniciam ataque no Irã

    Em seu pronunciamento completo, o americano disse ainda que os EUA vão reduzir a indústria de mísseis do Irã "a pó" e "aniquilar" sua Marinha.

    Trump instou os iranianos a usarem o momento para derrubar o regime clerical do país. "Quando terminarmos, tomem o poder. Será de vocês. Esta será provavelmente a única chance que terão por gerações", declarou.

    Ele também disse aos membros das forças de segurança iranianas que eles receberiam "imunidade" se depusessem as armas, ou então "enfrentariam morte certa".

  17. Irã prometeu 'resposta esmagadora'

    Rastro de foguete do sistema de defesa antimíssil Domo de Ferro de Israel é visto sobre Tel Aviv

    Crédito, Jack GUEZ / AFP via Getty Images

    Legenda da foto, Rastro de foguete do sistema de defesa antimíssil Domo de Ferro de Israel é visto sobre Tel Aviv

    O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã prometeu uma "resposta esmagadora", afirmando que os ataques ocorreram "mais uma vez durante negociações" com Washington.

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que o Irã lançou ataques retaliatórios contra o território israelense.

    Instalações da Marinha dos EUA no Bahrein também foram alvo de um "ataque com mísseis", segundo o governo local. Explosões também foram registradas em Doha, no Catar, nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait.

    O Ministério das Relações Exteriores persa afirmou em comunicado que, embora o Irã estivesse ciente das "intenções" dos EUA e de Israel de realizar ataques, participou das negociações com Washington mesmo assim.

    A pasta ressaltou que os ataques ocorreram "enquanto o Irã e os Estados Unidos estavam em meio a um processo diplomático".

    A terceira rodada de negociações nucleares indiretas entre o Irã e os EUA foi realizada há dois dias, em 26 de fevereiro, em Genebra, sem grandes avanços.

    O Irã e os EUA também realizaram cinco rodadas de negociações que não obtiveram resultado em maio do ano passado. Uma sexta rodada, prevista para junho de 2025, foi cancelada depois que Israel lançou ataques surpresa contra alvos iranianos, desencadeando um conflito de 12 dias no qual os EUA atingiram três importantes instalações nucleares iranianas.

  18. EUA e Israel atacam Irã; siga ao vivo

    Fumaça após ataque no Irã

    Crédito, Getty Images

    Iniciamos nossa cobertura especial após os ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irã.

    Na manhã deste sábado (28/02), o presidente americano, Donald Trump, confirmou que "grandes operações de combate" estão em andamento no Irã.

    Segundo a agência de notícias iraniana Fars, explosões foram ouvidas em cinco cidades: Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah e na capital Teerã.

    O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã prometeu uma "resposta esmagadora", afirmando que os ataques ocorreram "mais uma vez durante negociações" com Washington.

    Após os ataques, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que o Irã lançou ataques retaliatórios contra o território israelense.

    Instalações da Marinha dos EUA no Bahrein também foram alvo de um "ataque com mísseis", segundo o governo local, e explosões foram registradas em Doha, no Catar.

    A operação conjunta contra o território iraniano acontece após semanas de negociações entre Washington e Teerã na tentativa de fechar um acordo sobre o programa nuclear iraniano.