AO VIVO, Guerra com Irã pode durar mais que um mês, diz Trump; forças iranianas atacam Catar e Arábia Saudita
Israel afirma que seus ataques são resposta após agressão do Hezbollah. No Chipre, uma base britânica foi alvo do que se acredita ser um ataque com drone.
Pontos-chave
Novos ataques iranianos foram relatados contra uma importante usina de gás no Catar e na Arábia Saudita, onde um incêndio em uma refinaria de petróleo está "sob controle", segundo as autoridades locais.
O preço do petróleo nos mercados internacionais dispara. Dólar sobe e bolsas recuam.
Keir Starmer afirmou que a decisão do Reino Unido de não se juntar aos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã foi "deliberada".
O Ministério da Saúde libanês informou que os ataques israelenses em Beirute e no sul do Líbano mataram pelo menos 31 pessoas. Israel afirma que estava respondendo a ataques do Hezbollah.
Editada por Marina Rossi, Julia Braun, Pedro Martins e Daniel Gallas, da BBC News Brasil em Londres e em São Paulo
Segundo Trump, guerra com Irã pode durar mais de um mês
Crédito, Ken Cedeno/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse agora, durante um breve discurso, que os EUA continuam a realizar "operações de combate em larga escala" no Irã, para eliminar as ameaças representadas pelo regime iraniano.
Ele diz que o Irã ignorou os avisos dos EUA e "se recusou a cessar sua busca por armas nucleares".
Trump afirma que os EUA já estão "substancialmente à frente" das projeções de tempo. Ele diz que a previsão inicial era de quatro a cinco semanas, mas acrescenta que eles têm "capacidade de ir muito mais longe".
Petróleo dispara, dólar sobe e bolsa recua
Crédito, Getty Images
Legenda da foto, Dólar registra alta no primeiro dia útil após o início dos ataques
No primeiro dia útil após os ataques dos EUA e Israel ao Irã, o mercado começou a registrar seus impactos. Nesta segunda, às 13h, o dólar beirava R$ 5,20, alta de cerca de 1%, interrompendo a trajetória de queda das últimas semanas.
Da mesma forma, o preço do petróleo disparou, registrando alta de mais de 7,5% no petróleo tipo Brent, referência global da matéria-prima. Por volta das 13h, era negociado em Londres perto de US$ 79 o barril.
Já o WIT, negociado em Nova York, era cotado a pouco mais de US$ 71 o barril, alta cerca de 6%.
No Brasil, às 13h, as ações da Petrobras na B3 (bolsa de valores de São Paulo) eram negociadas a R$ 40,92, alta de cerca de 4%.
O Ibovespa, principal índice de bolsa brasileira, registrava, às 13h44, queda de 0,30%.
Catar diz ter abatido duas aeronaves iranianas
O Ministério da Defesa do Catar afirmou abatido dois aviões SU-24 vindos do Irã nesta segunda-feira (2/3).
Ainda segundo o governo local, foram interceptados sete mísseis balísticos e cinco drones "que tinham como alvo diversas áreas do país hoje". Todos os mísseis foram abatidos antes de atingirem seus alvos, disse a pasta.
O Catar é um dos países do Golfo Pérsico que se tornou alvo do Irã após os ataques dos EUA e Israel no último sábado (28/2).
Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Arábia Saudita também foram atacados. Segundo o Irã, esses países se tornaram alvo porque possuem bases ou presença militar americana.
Não nos juntaremos aos EUA e a Israel em ataques ofensivos contra o Irã, diz primeiro-ministro do Reino Unido
Crédito, House of Commons/PA
Legenda da foto, O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que o Reino Unido não esteve envolvido e não se envolverá nos ataques iniciais ao Irã.
Em entrevista ao Telegraph, Donald Trump afirmou que Starmer havia "demorado muito" para aceitar um pedido dos EUA para usar bases militares britânicas em ataques "defensivos" contra instalações de mísseis iranianas.
Trump também disse que a demora em aceitar o pedido dos EUA "provavelmente nunca aconteceu antes entre nossos países". Falando sobre Starmer, ele acrescentou: "Parece que ele estava preocupado com a legalidade".
Starmer afirmou que aceitou o pedido "para impedir que o Irã lance mísseis pela região" e mate civis. Ele ressalta, porém, que o Reino Unido não está se juntando aos ataques ofensivos dos EUA e de Israel.
Starmer reconheceu que Trump, "expressou sua discordância" com a decisão do Reino Unido de não se envolver inicialmente. "Mas é meu dever julgar o que é do interesse nacional da Grã-Bretanha".
Segundo o primeiro-ministro, o Irã atacou toda a região e lançou "centenas de mísseis e milhares de drones contra países que não os atacaram".
Vídeo mostra fumaça em refinaria estatal de petróleo da Arábia Saudita
Um novo vídeo, verificado pela agência de notícias Reuters, mostra trabalhadores evacuando a refinaria estatal de petróleo de Ras Tanura, na Arábia Saudita.
Nas imagens – que foram silenciadas – é possível ver densas colunas de fumaça saindo de várias partes do complexo.
Mais cedo, o Ministério da Energia do país divulgou um comunicado – compartilhado pela Agência de Imprensa Saudita – afirmando que um "incêndio de pequenas proporções" na refinaria já estava sob controle.
O comunicado também informou que a refinaria sofreu "danos leves" devido à queda de destroços após a interceptação de "dois drones nas proximidades da refinaria".
Legenda do vídeo, A empresa petrolífera estatal da Arábia Saudita afirmou que o incêndio na fábrica já está sob controle
EUA alerta para cidadãos americanos deixarem o Líbano
Os EUA fizeram um alerta para que seus cidadãos no Líbano deixem o país imediatamente.
"Instamos os cidadãos americanos a não viajarem para o Líbano. Se você estiver no país, saia do Líbano AGORA enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis", escreveu a Embaixada dos EUA em Beirute em um comunicado.
"A situação de segurança no Líbano é instável e imprevisível. Ataques aéreos ocorreram em todo o país, especialmente no sul, no Vale do Beqaa e em partes de Beirute."
Esposa do falecido líder supremo foi morta, diz TV estatal iraniana
O Canal Dois da TV estatal iraniana confirmou que Mansoureh Khojaste Bagherzadeh, esposa do Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, também foi morta “em casa”.
Veículos de comunicação iranianos haviam relatado anteriormente que Bagherzadeh estava em coma. A mídia iraniana também informou que a filha, o neto e o genro de Khamenei também foram assassinados.
Khamenei e sua esposa tinham seis filhos — quatro homens e duas mulheres.
Grande explosão na capital do Líbano
Crédito, Reuters
Uma enorme explosão acaba de ser ouvida em Beirute. A explosão, que ocorreu em Dahieh, um reduto do Hezbollah, foi tão forte que pareceu ter acontecido no centro da capital libanesa.
Avisos foram ouvidos pelos alto-falantes da Embaixada dos EUA no subúrbio de Awkar, instruindo os funcionários a se protegerem e se afastarem das janelas.
Catar suspende produção de gás após ataques
A QatarEnergy, empresa estatal de energia do Catar, anunciou a suspensão da produção de gás natural liquefeito (GNL) após ataques iranianos a algumas de suas instalações.
A empresa informou que as instalações atacadas foram Ras Laffan, uma base de processamento de gás em terra, e Mesaieed, outro local importante para a produção de gás natural do Catar.
O país do Golfo é um dos maiores produtores mundiais de gás natural liquefeito, ao lado dos EUA, Austrália e Rússia.
O comunicado, divulgado pela Agência de Imprensa Saudita, afirma que a refinaria sofreu "danos leves causados por destroços" devido à interceptação de "dois drones nas proximidades da refinaria".
Chefe da inteligência do Hezbollah é morto em ataque em Beirute, diz Israel
As Forças de Defesa de Israel (IDF) divulgaram um comunicado informando que um líder do Hezbollah foi morto em um ataque em Beirute no domingo (1/3).
"As IDF confirmam que, em um ataque preciso em Beirute na noite passada (domingo), o terrorista Hussein Makled, que chefiava o quartel-general da inteligência do Hezbollah, foi eliminado", diz o comunicado.
Hegseth: 'Não começamos a guerra, mas vamos acabar com ela'
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, fez um discurso há poucos instantes. Ele disse que a operação contra o Irã, sob ordens diretas de Donald Trump, é a operação aérea mais letal, mais complexa e mais precisa da história.
"Nós não começamos a guerra, mas, sob a presidência de Trump, estamos acabando com ela", afirma.
Ele advertiu que qualquer pessoa que matar ou ameaçar americanos será caçada pelos EUA "sem remorso e sem hesitação".
Hegseth afirma que é senso comum que regimes como o do Irã não devem possuir armas nucleares, e Trump tem a "coragem" necessária para impor isso.
Ele disse que a operação contra o Irã não levará a uma guerra sem fim.
Libanês relata fuga de casa para escapar dos ataques de Israel
A repórter Alice Cuddy, que está em Beirute, capital do Líbano, entrevistou um empresário de 38 anos que fugiu de sua casa no sul do país nesta segunda-feira (2/3).
“Acordei com um telefonema de um amigo gritando: ‘Levanta, levanta! Faz as malas! Estão lançando foguetes do Líbano’”, disse ele. “Logo depois, ouvimos os ataques [israelenses]. Podíamos ouvir o bombardeio ao nosso redor.”
Segundo o Ministério da Saúde libanês, os ataques de Israel em Beirute e no sul do Líbano mataram pelo menos 31 pessoas e deixaram 149 feridas.
O homem, que pediu para não ser identificado por medo de represálias, afirmou que tentou voltar a dormir, mas recebeu ligações durante a noite de amigos dizendo para ele ir embora.
“Decidi que sairia de manhã, à luz do dia, não à noite. Eu não queria dirigir no meio do caos, no trânsito, no escuro.” Ele disse que “arrumou o máximo de coisas essenciais que pôde, colocou tudo no carro” e saiu com sua mãe e sua irmã.
Crédito, EPA
Legenda da foto, Um prédio danificado após um ataque aéreo israelense no sul do Líbano
O que é o Hezbollah e por que o grupo se envolveu na guerra?
A entrada do Hezbollah no conflito ameaça reabrir uma guerra devastadora que durou um ano entre Israel e o grupo libanês e que terminou com um cessar-fogo há 15 meses.
O Hezbollah, uma organização islâmica xiita, é um dos grupos armados mais poderosos da região, leal ao Irã. A República Islâmica gastou bilhões de dólares financiando, treinando e equipando o grupo para se opor a Israel durante décadas.
O Hezbollah e Israel têm se atacado desde a formação do grupo na década de 1980. Travaram uma guerra em 2006 e outra em 2023 e 2024, desencadeada pelos ataques do Hezbollah contra posições israelenses em apoio aos palestinos, um dia após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro e o início da campanha militar israelense em Gaza.
Durante a última guerra com o Hezbollah, os ataques israelenses mataram cerca de 4.000 pessoas no Líbano e deixaram mais de 1,2 milhão de civis deslocados, segundo o governo libanês. As autoridades israelenses afirmaram que mais de 80 soldados e 47 civis israelenses foram mortos.
Crédito, AFP via Getty Images
Legenda da foto, Explosões no Líbano, vistas de Israel, após troca de tiros entre o Hezbollah libanês, apoiado pelo Irã, e Israel
O Hezbollah ficou significativamente enfraquecido na guerra e seu poder de fogo diminuiu consideravelmente. Como parte do acordo de cessar-fogo de novembro de 2024, o grupo concordou em se retirar amplamente do sul do Líbano, embora Israel tenha continuado a atacar alvos do Hezbollah que, segundo o país, representam uma ameaça.
O ataque com foguetes e drones realizado pelo grupo nesta segunda-feira (2/3) e a resposta israelense põem o cessar-fogo em risco, deixando as populações do norte de Israel e do Líbano apreensivas, sem saber se a retomada das hostilidades será limitada ou se irá se transformar novamente em uma guerra total.
Segurança reforçada, ruas vazias: o clima em Teerã e Karaj, no Irã
Crédito, Reuters
Legenda da foto, Teerã, no Irã
O acesso a quem vive no Irã é difícil mesmo em tempos normais. Veículos de imprensa internacionais frequentemente têm seus vistos negados, o que limita a capacidade de coletar informações no país.
Mas a repórter Ghoncheh Habibiazad, do serviço persa da BBC, apurou que há uma forte presença policial nas ruas durante a noite em Teerã e em uma cidade próxima, Karaj.
Ainda segundo os relatos colhidos pela jornalista, os preços aumentaram desde o início da escalada da violência e as ruas estão praticamente vazias. A maioria também está irritada com a interrupção do acesso à internet, que, segundo o grupo de monitoramento NetBlocks, já dura mais de 48 horas.
Embora as ruas estejam tranquilas, padarias e postos de gasolina estão movimentados.
Enquanto isso, as Forças de Defesa de Israel afirmam ter recebido relatos de que um hospital em Teerã sofreu "danos colaterais leves" após um ataque no domingo contra uma infraestrutura militar próxima. Os israelenses dizem que o hospital não era o alvo do ataque.
Crédito, Reuters
Legenda da foto, Novas imagens mostram os danos causados ao Hospital Gandhi, em Teerã, após o que Israel classificou como um ataque à infraestrutura militar
Estados Unidos dizem que três jatos foram abatidos no Kuwait em 'fogo amigo'
As Forças Armadas do Kuwait afirmaram que "vários" caças americanos haviam caído no país e que as circunstâncias do incidente estavam sendo investigadas.
O Comando Central dos Estados Unidos informou que três de seus caças F-15, "em apoio à operação Fúria Épica", como têm sido chamados os ataques contra o Irã, "caíram sobre o Kuwait devido a um aparente incidente de fogo amigo".
Os seis tripulantes ejetaram em segurança e foram resgatados, segundo o comunicado. Imagens verificadas pela BBC mostram o momento em que um caça foi abatido perto da Cidade do Kuwait.
Quais são as consequências da guerra para os preços do petróleo?
O petróleo do tipo Brent, referência global para a cotação da commodity, saltou 10% quando os mercados asiáticos abriram nesta segunda-feira (2/3), chegando a mais de US$ 82 o barril.
Os valores caíram no decorrer da manhã, mas analistas alertam que o cenário pode ser bem diferente no caso de um conflito prolongado.
Legenda da foto, Foto de arquivo de navios no Estreito de Ormuz, que viu tráfego de navios parar
Ações do Irã representam uma 'escalada perigosa', dizem os EUA e seus aliados
As ações do Irã representam uma "escalada perigosa" que ameaça a estabilidade no Oriente Médio, afirmam os Estados Unidos e seis países aliados do Golfo Pérsico em uma declaração conjunta emitida nesta segunda-feira (2/3).
"Atacar civis e países não combatentes é um comportamento imprudente que mina a estabilidade", diz a declaração, compartilhada pelo Ministério das Relações Exteriores do Kuwait.
A declaração, originalmente publicada em árabe, foi emitida conjuntamente por Kuwait, Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e EUA.
Eles afirmam "reafirmar o direito à autodefesa" diante da continuidade dos aparentes ataques iranianos na região.
A declaração menciona ataques ocorridos no Bahrein, no Iraque (incluindo a região do Curdistão Iraquiano), na Jordânia, no Kuwait, em Omã, no Catar, no Reino da Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos.
Legenda da foto, Países que relataram ataques retaliatórios do Irã
Israel diz ter matado funcionários da alta cúpula da inteligência iraniana
Em um novo comunicado, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam ter matado Sayed Yahya Hamidi, vice-ministro da inteligência iraniana para assuntos ligados a Israel.
Jalal Pour Hossein, chefe da divisão de espionagem do Ministério da Inteligência, também foi morto, juntamente com outros "funcionários do regime", segundo o comunicado.
A nota não detalha como, quando ou onde as mortes ocorreram. Acrescenta ainda que a sede do Ministério da Inteligência do Irã, em Teerã, foi atacada "há pouco tempo".
Incêndio em refinaria na Arábia Saudita após drones serem interceptados
O Ministério da Energia da Arábia Saudita informou que um "incêndio de pequenas proporções" na refinaria de Ras Tanura, operada pela estatal petrolífera Aramaco, foi controlado.
O comunicado, divulgado pela Agência de Imprensa Saudita, afirma que a refinaria sofreu "danos leves causados por destroços" devido à interceptação de "dois drones nas proximidades da refinaria".
O texto acrescenta ainda que o incêndio foi "imediatamente combatido" pelos serviços de emergência, sem feridos ou mortos.
Um vídeo verificado pela BBC mostra um incêndio e grandes colunas de fumaça saindo da refinaria.
A Arábia Saudita abriga há muito tempo forças militares americanas e ocidentais, e no sábado (28/2) seu governo emitiu um comunicado condenando os "ataques iranianos flagrantes e covardes". Esses ataques foram "interceptados com sucesso" e tiveram como alvo a região de Riad e a Província Oriental, segundo a Arábia Saudita.
Crédito, Redes sociais
Legenda da foto, Imagem extraída de um vídeo verificado pela BBC, mostrando fumaça envolvendo a área próxima à refinaria
Israel e Hezbollah abrem nova frente de guerra
Crédito, AFP via Getty Images
Legenda da foto, Incêndio em prédio após ataque aéreo israelense no bairro de Haret Hreik, subúrbio ao sul de Beirute
Na noite de domingo (1º/3), o Hezbollah lançou mísseis contra a cidade israelense de Haifa.
Israel respondeu com um amplo ataque aéreo. Um reduto do Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute foi alvo dos mísseis, assim como áreas próximas ao aeroporto da cidade.
No sul do país, Israel ordenou a evacuação de moradores de mais de 50 vilarejos libaneses, além de realizar ataques aéreos nessas áreas.
O Ministério da Saúde do Líbano afirmou nesta segunda-feira (2/3) que os ataques israelenses em Beirute e no sul do Líbano mataram pelo menos 31 pessoas e deixaram 149 feridas.
O Exército israelense afirmou que mantém uma "campanha ofensiva" contra o Hezbollah que provavelmente vai durar vários dias, segundo o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir.
"Iniciamos uma campanha ofensiva contra o Hezbollah. Não estamos mais na defensiva, agora passamos ao ataque", disse.
"Precisamos nos preparar para vários dias de combate, muitos mesmo. Precisamos de uma forte prontidão defensiva e de um preparo ofensivo contínuo, em ondas."
Crédito, Reuters
Legenda da foto, Um drone israelense sobrevoando os subúrbios do sul de Beirute na manhã desta segunda-feira (2/3)
Samantha Granville, repórter da BBC News em Beirute, afirma que o som de drones voando pode ser ouvido na cidade.
"Drones israelenses (incluindo drones de vigilância como o Hermes 450) foram avistados e ouvidos sobrevoando a cidade e seus subúrbios ao sul de Dahieh, um reduto do Hezbollah", afirma a jornalista.
Tratam-se principalmente de drones de reconhecimento e vigilância israelenses que apoiam a "campanha ofensiva" em curso contra alvos do Hezbollah, ela acrescenta.