Governantes dos países mais ricos da Europa estão reunidos neste domingo em Berlim, na Alemanha, para tentar chegar a um consenso sobre como enfrentar a crise econômica mundial.
O encontro entre os líderes da Alemanha, da França, da Itália, da Espanha, da Holanda e da Grã-Bretanha tem o objetivo de encontrar uma posição do bloco, antes do encontro mundial sobre o tema em Londres, em abril.
No entanto, analistas vêem com pessimismo as chances de se chegar a um denominador comum, já que as opiniões sobre novas regulamentações de mercado e sobre comércio são muito divergentes, com insinuações mútuas de protecionismo neste último quesito.
O atual presidente da União Européia, o primeiro-ministro da República Tcheca, Mirek Topolanek, e a Comissão Européia já expressaram preocupação sobre planos da França, da Itália e da Espanha de proteger a indústria automobilística doméstica da crise internacional.
Portas fechadas
De acordo com o correspondente da BBC Rob Cameron, que acompanha a reunião em Berlim, Topolanek deve ter uma reunião a portas fechadas com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, para tentar pôr um ponto final nos desentendimentos entre os dois países.
Sarkozy chegou a declarar que, para garantir a ajuda estatal, a indústria automobilística francesa deveria transferir de volta à França as suas fábricas do Leste Europeu.
Antes do início do encontro, a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, voltou a pedir uma supervisão mais rígida dos mercados internacionais.
No sábado, ela afirmou que não devem mais ser permitidas "brechas" nos sistemas de controle internacionais.
O ministério das Finanças alemão vem defendendo regras mais estritas para hedge funds e sistemas de avaliação mais precisos, para evitar futuros colapsos do mercado como o atual.
No entanto, países europeus como a Grã-Bretanha se opõem a um aperto mais radical nas regras do mercado financeiro.