Mesmo em queda, mortes por covid-19 no Brasil ainda superam 2ª onda na Europa

Alzira Neves, Helena Elvira and Marluce de Carvalho acompanhadas por enfermeiros em frente a hospital de campanha no estádio Mané Garrincha, em Brasília, onde receberam tratamento para covid-19REUTERS/Adriano Machado

Crédito, REUTERS/Adriano Machado

Legenda da foto, Desde o início da pandemia, a covid-19 matou pelo menos 153 mil pessoas no Brasil e 151 mil na União Europeia, incluindo o Reino Unido, onde morreram 44 mil
Tempo de leitura: 5 min

O número de mortes por covid-19 no Brasil tem caído há semanas, mas em outubro ainda morrem mais pessoas neste país sul-americano de 212 milhões de habitantes do que na União Europeia, que tem 447 milhões de habitantes, conta com uma população mais velha e enfrenta uma segunda onda da pandemia.

Considerado os dados dos países da União Europeia, do Brasil e do Reino Unido, um levantamento do Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC) aponta que o Brasil é o terceiro com o maior número de mortes por 100 mil habitantes nas últimas duas semanas.

O primeiro é a República Tcheca, com uma taxa de 6,53 por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem a Romênia (4,76) e o Brasil (3,58).

Entre os quatro países mais populosos do bloco europeu, a Espanha tem 3,30, a França aparece com 1,86, a Itália registra 0,92 e a Alemanha soma 0,31 morte por 100 mil habitantes.

Vale lembrar que a faixa etária é um elemento central para o tamanho da mortalidade por covid-19 em cada país, e a população brasileira tem uma idade mediana bem menor que a do bloco europeu: 33,5 anos x 42,8 anos.

Por outro lado, há uma questão em voga: a segunda onda de covid-19 está matando menos?

Pandemia volta a avançar na Europa

Diretor da galeria Uffizi Eike Dieter Schmidt

Crédito, Reuters

Legenda da foto, Distanciamento social estrito e uso obrigatório de máscaras faciais estão em vigor nos museus e galerias da Itália

Segundo dados compilados pelo Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC), o Brasil registrou 10,7 mil mortes de 1º de outubro a 17 de outubro.

Nos países que integram a União Europeia, o total de mortos no período soma 9,1 mil. O patamar do Brasil ainda é superior mesmo com a inclusão do Reino Unido, que saiu do bloco neste ano, o que totalizaria 10,6 mil mortes.

Desde o início da pandemia, a covid-19 matou pelo menos 153 mil pessoas no Brasil e 151 mil na União Europeia, incluindo o Reino Unido, onde morreram 44 mil.

Mas o avanço acelerado da doença no continente europeu deve fazer a situação atual se inverter até o fim do mês, caso as tendências continuem sem grandes variações.

Praticamente todo dia algum país da Europa anuncia novas medidas mais restritivas para conter a pandemia.

Viajantes fazem fila para teste de covid-19 em aeroporto na Alemanha

Crédito, EPA

Legenda da foto, Teste em aeroportos alemães é obrigatório para todos os viajantes que chegam de países de alto risco

No domingo (18/10), o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, anunciou mudanças nos horários de funcionamento de escolas, bares, restaurantes e academias. "Não podemos perder tempo, temos de implementar medidas para evitar um lockdown (bloqueio total da circulação de pessoas), que pode comprometer gravemente a economia" disse ele.

A intensidade das medidas varia conforme a gravidade da situação. A França adotou toque de recolher noturno, a Bélgica decidiu fechar por quatro semanas todos os restaurantes e bares, a Suíça tornou obrigatório o uso de máscaras em lugares fechados e a Alemanha instou os cidadãos a só saírem de casa em caso de urgência.

Em meio à segunda onda, algo que tem chamado a atenção de especialistas é o fato de que a alta recente no número de casos não tem sido acompanhada por um aumento proporcional das mortes e das entradas de pacientes em hospitais.

Há uma série de hipóteses em debate sobre essa suposta letalidade menor.

Uma delas é que o aumento do número de testes realizados passou a revelar mais casos brandos da doença, que não demandam internação, por exemplo.

Outra é que grande parte dos novos casos na Europa estão ligados aos jovens, e, por consequência, a tendência de quadros graves e mortes se torna menor.

Um terceiro ponto levantado é que os profissionais e os sistemas de saúde parecem mais bem preparados para lidar com o coronavírus, mesmo sem vacinas ou remédios que reduzam consideravelmente as mortes por covid-19.

Duas pessoas tomam café da manhã em bar de Madrid, na Espanha

Crédito, Reuters

Legenda da foto, Madrid introduziu uso obrigatório de máscaras ao ar livre

Fala-se ainda em cuidados mais rigorosos com a população idosa, que somou metade das mortes pela doença na primeira onda da pandemia na Europa.

Especialistas afirmam, no entanto, que ainda é cedo para celebrar uma segunda onda mais branda da doença e que nada garante que os hospitais não ficarão lotados em breve no continente europeu.

Brasil em tendência de queda

Desde o início da pandemia no Brasil, em fevereiro deste ano, o Brasil tem vivido diferentes fases da doença em seu extenso território.

Inicialmente circunscrita aos grandes centros urbanos, a covid-19 já atingiu praticamente todos os municípios do país. Menos de 10, entre os 5.570, não registraram casos da doença.

O pico da pandemia no Brasil durou quase três meses. De 5 de junho a 23 de agosto, a média diária de mortes esteve acima de mil quase todos os dias.

E desde então essa taxa tem caído com consistência. Atualmente, o Brasil registra uma média semanal de 488 mortes, o menor patamar desde o início de maio. Mas ainda assim apenas Índia (780) e EUA (700) superam o país nesse quesito.

A queda de mortes da doença não significa, no entanto, que a pandemia esteja perto do fim no país. Ou que todas as regiões estejam registrando a mesma tendência de queda.

Há sinais, inclusive, de uma segunda onda de casos em Estados que já haviam superado um pico, como o Amazonas.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta em seu mais recente relatório semanal sobre a covid-19 no país que Estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná têm alta probabilidade de estarem em tendência de queda.

Dados detalhados

Role a barra lateral para ver mais dados na tabela

*Mortes a cada 100 mil pessoas

Estados Unidos 1.012.833 308,6 87.030.788
Brasil 672.033 318,4 32.535.923
Índia 525.242 38,4 43.531.650
Rússia 373.595 258,8 18.173.480
México 325.793 255,4 6.093.835
Peru 213.579 657,0 3.640.061
Reino Unido 177.890 266,2 22.232.377
Itália 168.604 279,6 18.805.756
Indonésia 156.758 57,9 6.095.351
França 146.406 218,3 30.584.880
Irã 141.404 170,5 7.240.564
Alemanha 141.397 170,1 28.542.484
Colômbia 140.070 278,3 6.175.181
Argentina 129.109 287,3 9.394.326
Polônia 116.435 306,6 6.016.526
Ucrânia 112.459 253,4 5.040.518
Espanha 108.111 229,6 12.818.184
África do Sul 101.812 173,9 3.995.291
Turquia 99.057 118,7 15.180.444
Romênia 65.755 339,7 2.927.187
Filipinas 60.602 56,1 3.709.386
Chile 58.617 309,3 4.030.267
Hungria 46.647 477,5 1.928.125
Vietnã 43.088 44,7 10.749.324
Canadá 42.001 111,7 3.958.155
República Tcheca 40.324 377,9 3.936.870
Bulgária 37.260 534,1 1.174.216
Malásia 35.784 112,0 4.575.809
Equador 35.745 205,7 913.798
Bélgica 31.952 278,2 4.265.296
Japão 31.328 24,8 9.405.007
Tailândia 30.736 44,1 4.534.017
Paquistão 30.403 14,0 1.539.275
Grécia 30.327 283,0 3.729.199
Bangladesh 29.174 17,9 1.980.974
Tunísia 28.691 245,3 1.052.180
Iraque 25.247 64,2 2.359.755
Egito 24.723 24,6 515.645
Coreia do Sul 24.576 47,5 18.413.997
Portugal 24.149 235,2 5.171.236
Holanda 22.383 129,1 8.203.898
Bolívia 21.958 190,7 931.955
Eslováquia 20.147 369,4 2.551.116
Áustria 20.068 226,1 4.499.570
Mianmar 19.434 36,0 613.659
Suécia 19.124 185,9 2.519.199
Cazaquistão 19.018 102,7 1.396.584
Paraguai 18.994 269,6 660.841
Guatemala 18.616 112,1 921.146
Geórgia 16.841 452,7 1.660.429
Sri Lanka 16.522 75,8 664.181
Sérvia 16.132 232,3 2.033.180
Marrocos 16.120 44,2 1.226.246
Croácia 16.082 395,4 1.151.523
Bósnia-Herzegóvina 15.807 478,9 379.041
China 14.633 1,0 2.144.566
Jordânia 14.068 139,3 1.700.526
Suíça 13.833 161,3 3.759.730
Nepal 11.952 41,8 979.835
Moldávia 11.567 435,2 520.321
Israel 10.984 121,3 4.391.275
Honduras 10.906 111,9 427.718
Líbano 10.469 152,7 1.116.798
Austrália 10.085 39,8 8.291.399
Azerbaijão 9.717 96,9 793.388
Macedônia do Norte 9.327 447,7 314.501
Arábia Saudita 9.211 26,9 797.374
Lituânia 9.175 329,2 1.162.184
Armênia 8.629 291,7 423.417
Cuba 8.529 75,3 1.106.167
Costa Rica 8.525 168,9 904.934
Panamá 8.373 197,2 925.254
Afeganistão 7.725 20,3 182.793
Etiópia 7.542 6,7 489.502
Irlanda 7.499 151,8 1.600.614
Uruguai 7.331 211,8 957.629
Taiwan 7.025 29,5 3.893.643
Bielorússia 6.978 73,7 982.867
Argélia 6.875 16,0 266.173
Eslovênia 6.655 318,7 1.041.426
Dinamarca 6.487 111,5 3.177.491
Líbia 6.430 94,9 502.189
Letônia 5.860 306,4 837.182
Venezuela 5.735 20,1 527.074
Territórios Palestinos 5.662 120,8 662.490
Quênia 5.656 10,8 334.551
Zimbábue 5.558 38,0 255.726
Sudão 4.952 11,6 62.696
Finlândia 4.875 88,3 1.145.610
Omã 4.628 93,0 390.244
República Dominicana 4.383 40,8 611.581
El Salvador 4.150 64,3 169.646
Namíbia 4.065 163,0 169.247
Trinidade e Tobago 4.013 287,7 167.495
Zâmbia 4.007 22,4 326.259
Uganda 3.621 8,2 167.979
Albânia 3.502 122,7 282.690
Noruega 3.337 62,4 1.448.679
Síria 3.150 18,5 55.934
Nigéria 3.144 1,6 257.637
Jamaica 3.144 106,6 143.347
Kosovo 3.140 175,0 229.841
Camboja 3.056 18,5 136.296
Quirguistão 2.991 46,3 201.101
Botsuana 2.750 119,4 322.769
Montenegro 2.729 438,6 241.190
Malauí 2.646 14,2 86.600
Estônia 2.591 195,3 580.114
Kuwait 2.555 60,7 644.451
Emirados Árabes Unidos 2.319 23,7 952.960
Moçambique 2.212 7,3 228.226
Mongólia 2.179 67,6 928.981
Iêmen 2.149 7,4 11.832
Senegal 1.968 12,1 86.382
Camarões 1.931 7,5 120.068
Angola 1.900 6,0 101.320
Uzbequistão 1.637 4,9 241.196
Nova Zelândia 1.534 31,2 1.374.535
Bahrein 1.495 91,1 631.562
Ruanda 1.460 11,6 131.270
Gana 1.452 4,8 166.546
Cingapura 1.419 24,9 1.473.180
Eswatini 1.416 123,3 73.148
Madagascar 1.401 5,2 65.787
República Democrática do Congo 1.375 1,6 91.393
Suriname 1.369 235,5 80.864
Somália 1.361 8,8 26.803
Guiana 1.256 160,5 67.657
Luxemburgo 1.094 176,5 265.323
Chipre 1.075 89,7 515.596
Maurício 1.004 79,3 231.036
Mauritânia 984 21,7 60.368
Martinica 965 257,0 195.912
Guadalupe 955 238,7 168.714
Fiji 866 97,3 65.889
Tanzânia 841 1,4 35.768
Haiti 837 7,4 31.677
Bahamas 820 210,5 36.101
Ilha Reunião 812 91,3 422.769
Costa do Marfim 805 3,1 83.679
Laos 757 10,6 210.313
Malta 748 148,8 105.407
Mali 737 3,7 31.176
Lesoto 699 32,9 33.938
Belize 680 174,2 64.371
Catar 679 24,0 385.163
Papua Nova Guiné 662 7,5 44.728
Polinésia Francesa 649 232,4 73.386
Barbados 477 166,2 84.919
Guiné 443 3,5 37.123
Cabo Verde 405 73,6 61.105
Guiana Francesa 401 137,9 86.911
Burkina Fasso 387 1,9 21.044
Congo 385 7,2 24.128
Santa Lúcia 383 209,5 27.094
Gâmbia 365 15,5 12.002
Nova Caledônia 313 108,8 64.337
Níger 310 1,3 9.031
Maldivas 306 57,6 182.720
Gabão 305 14,0 47.939
Libéria 294 6,0 7.497
Curaçao 278 176,5 44.545
Togo 275 3,4 37.482
Nicarágua 242 3,7 14.690
Granada 232 207,1 18.376
Brunei 225 51,9 167.669
Aruba 222 208,8 41.000
Chade 193 1,2 7.426
Djibuti 189 19,4 15.690
Mayotte 187 70,3 37.958
Guiné Equatorial 183 13,5 16.114
Islândia 179 49,5 195.259
Ilhas do Canal da Mancha 179 103,9 80.990
Guiné-Bissau 171 8,9 8.369
Seicheles 167 171,1 44.847
Benin 163 1,4 27.216
Comores 160 18,8 8.161
Andorra 153 198,3 44.177
Ilhas Salomão 153 22,8 21.544
Antigua e Barbuda 141 145,2 8.665
Bermuda 140 219,0 16.162
Sudão do Sul 138 1,2 17.722
Timor Leste 133 10,3 22.959
Tadjiquistão 125 1,3 17.786
Serra Leoa 125 1,6 7.704
San Marino 115 339,6 18.236
São Vicente e Granadinas 114 103,1 9.058
República Centro-Africana 113 2,4 14.649
Ilha de Man 108 127,7 36.463
Gibraltar 104 308,6 19.633
Eritreia 103 2,9 9.805
Ilha de San Martín (Antilhas Holandesas) 87 213,6 10.601
Liechtenstein 85 223,6 17.935
São Tomé e Príncipe 74 34,4 6.064
Dominica 68 94,7 14.852
Ilha de São Martinho (parte francesa) 63 165,8 10.952
Ilhas Virgens Britânicas 63 209,8 6.941
Mônaco 59 151,4 13.100
São Cristóvão e Nevis 43 81,4 6.157
Burundi 38 0,3 42.731
Antilhas Holandesas 37 142,4 10.405
Ilhas Turks e Caicos 36 94,3 6.219
Ilhas Cayman 29 44,7 27.594
Samoa 29 14,7 14.995
Ilhas Faroe 28 57,5 34.658
Butão 21 2,8 59.824
Groenlândia 21 37,3 11.971
Vanuatu 14 4,7 11.389
Kiribati 13 11,1 3.236
Cruzeiro Diamond Princess 13 712
Tonga 12 11,5 12.301
Anguilla 9 60,5 3.476
Montserrat 8 160,3 1.020
Ilhas Wallis e Futuna 7 61,2 454
Palau 6 33,3 5.237
São Bartolomeu 6 60,9 4.697
Cruzeiro MS Zaandam 2 9
Ilhas Cook 1 5,7 5.774
Saint-Pierre e Miquelon 1 17,2 2.779
Ilhas Malvinas ou Falkland 0 0,0 1.815
Micronésia 0 0,0 38
Vaticano 0 0,0 29
Ilhas Marshall 0 0,0 18
Antártica 0 11
Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha 0 0,0 4

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A apresentação usa dados periódicos da Universidade Johns Hopkins e pode não refletir as informações mais atualizadas de cada país.

** Os dados históricos de novos casos são uma média de três dias seguidos. Devido à revisão do número de casos, a média não pode ser calculada nesta data.

Fonte: Universidade Johns Hopkins (Baltimore, EUA), autoridades locais

Dados atualizados pela última vez em: 5 de julho de 2022 07:59 GMT

Recife e Rio de Janeiro, por exemplo, parecem ter conseguido interromper o aumento de casos.

No caminho oposto aparecem localidades como Amazonas, Pará, Maranhão, Santa Catarina e Sergipe, com bastante probabilidade de uma tendência de alta.

Em relação às capitais, a instituição afirma que Aracaju, Fortaleza, Macapá, Belém, Distrito Federal e Manaus apontam estar em uma trajetória de aumento dos casos.

Por fim, a Fiocruz adverte: "Embora a maioria das capitais esteja com sinal moderado (acima de 75%) ou alto (acima de 90%) de queda ou estabilidade no longo prazo, o cenário é de cautela" porque a doença ainda está em um patamar bastante elevado para ser considerada sob controle.

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