Empresa expõe foto de candidata a emprego em biquíni e diz: ‘Isso não te ajuda’

Emily Clow

Crédito, Arquivo Pessoal

Legenda da foto, Emily Clow ficou chocada com a forma como a Kickass Masterminds a expôs
    • Author, Andree Massiah
    • Role, Da BBC News
  • Tempo de leitura: 3 min

Uma empresa do Texas (EUA) publicou uma foto de uma candidata a um emprego vestindo um maiô como um exemplo de como não concorrer a uma vaga.

A empresa de marketing Kickass Masterminds postou a imagem tirada do Instagram de Emily Clow, de 24 anos, junto com conselhos sobre profissionalismo. "Não compartilhe suas mídias sociais com um empregador em potencial se for este o tipo de conteúdo", afirmou a companhia.

O post da empresa dizia ainda: "Estamos procurando um profissional de marketing, não uma modelo de biquíni. Faça o que quiser em particular. Mas isso não te faz nenhum bem na busca por um emprego."

Desde então, a Kickass colocou suas próprias contas em modo privado após receber "ameaças de morte e mensagens de assédio".

Clow concorria a uma vaga na companhia porque "era uma empresa fundada por mulheres, parecia apoiar mulheres nos negócios e trabalhava com startups". Ela se disse chocada com sua exposição pública.

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Clow disse que o formulário de inscrição pedia para identificar as contas do Instagram e/ou do Facebook do candidato. A empresa então sugeriu que Clow seguisse sua conta do Instagram, e foi assim que ela descobriu o post sobre ela. "Fiquei surpresa. Não sabia ao certo como reagir e demorei um pouco para processar o que havia acontecido."

Clow afirma que decidiu entrar em contato com a empresa primeiro para dizer que havia tirado a foto do ar e apreciado seus conselhos. "Enviei um email logo depois com meu currículo, carta de apresentação e dizendo que esperava por uma resposta em breve. Pedi ainda para tirarem o post do ar e agradeci pela compreensão."

A presidente da Kickass Mastermind, Sara Christensen, disse que isso foi feito assim que Clow solicitou. Mas a candidata afirma que teve de pedir várias vezes a remoção da postagem e acabou sendo bloqueada na rede social pela companhia. Ela então relatou sua situação no Instagram e no Twitter.

"Fui objetificada hoje cedo por uma empresa por causa de uma foto minha de biquíni. Eles alegaram que isso não era 'profissional'. Eles publicaram a foto em sua conta no Instagram e me repreenderam. Ainda estou perplexa que a empresa tenha lidado com isso dessa maneira", escreveu Clow.

Reações divergentes

Houve diversas reações ao que ela contou. Um usuário do Twitter disse que não havia nada errado com o maiô que Clow estava usando, porque era a roupa apropriada para o ambiente em que estava.

"A verificação de mídias sociais deve ser usada para encontrar conteúdo ofensivo. [Publicar uma foto] em um ambiente comum, vestindo roupas adequadas àquele ambiente, é literalmente o objetivo das mídias sociais #inteligenteeatraenteépossível #nuncaacontececomumhomem", escreveu Todd Cheney.

Mas outro usuário disse que é uma prática comum empregadores visualizarem os perfis de mídia social dos candidatos para determinar sua adequação para as funções da vaga.

"Sim, isso é errado, mas você deve saber que muitas empresas fazem isso, mas são inteligentes o suficiente para nunca falar a respeito. A mídia social já impediu muitas pessoas de conseguir um emprego", escreveu 2BePrepared.

Um outro usuário achou que os dois lados haviam cometido erros. "Embora seja possível questionar se é sábio postar publicamente uma foto de biquíni nas redes e compartilhá-la com um potencial empregador, o maior problema aqui é o comportamento não profissional e inaceitável exibido pela empresa", disse KonTheTweeter.

'Ameaças de morte'

Christensen disse que Clow "não foi eliminada por causa de seu perfil de mídia social". "Não houve nenhuma mensagem para ela dizendo que ela havia sido desqualificada. Tenho um e-mail dela ainda manifestando interesse na posição após a publicação."

Mas a atitude da empresa teve repercussão negativa nas redes sociais. Algumas pessoas destacaram que há imagens nas próprias contas da empresa que mostravam funcionários em trajes de banho e roupas com palavrões.

O site e as contas sociais da empresa foram excluídos ou colocados em modo privado. "Fizemos isso por causa de inúmeras ameaças de morte e milhares de mensagens de assédio que recebemos", diz Christensen.

Clow afirma que, desde então, recebeu ofertas de "entrevistas e oportunidades" de outras empresas.

Línea

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