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Real Madrid é o time a ser vencido na Liga das Estrelas
No blog de apresentação da Liga, a repórter da BBC Brasil em Madri argumenta que Campeonato Espanhol poderia se chamar Real Madrid contra todos os outros. Dê a sua opinião no formulário ao lado. Anelise Infante, de Madri Não é uma Copa do Mundo, mas conta com quase todos os grandes craques. Ronaldo, Zidane, Beckham, Roberto Carlos, Figo, Aimar, Raúl, Ronaldinho Gaúcho... O Campeonato Espanhol ganhou o apelido de Liga das Estrelas porque é o torneio nacional que reúne mais jogadores talentosos, ricos, famosos e premiados. A questão é que a maioria joga em um mesmo time.
Por isso, a edição 2003/2004 da competição que começa neste fim de semana também poderia ser chamada de Real Madrid x Todos os Outros. A chegada do inglês David Beckham aumentou o fenômeno social Real Madrid. O melhor clube do mundo, segundo a Fifa, o de maior orçamento da temporada espanhola: 400 milhões de euros (cerca de R$ 1, 2 bilhão) e um time com três campeões mundiais, três vencedores do prêmio Fifa de melhor jogador do mundo e três ganhadores do troféu Bola de Ouro. O favoritismo indiscutível do Real só esbarra em uma dúvida. Saber se tantas estrelas juntas funcionam com um sistema novo. O treinador moçambicano Carlos Queiroz, que estréia no futebol espanhol, foi o primeiro a reconhecer a dificuldade: "São muitos solistas, vamos ver como tocará essa orquestra." Pelé também questionou o fato do Real Madrid contratar tantos craques famosos e até chamou Beckham de popstar. Mas, na temporada passada, o clube já recebeu críticas quando comprou o passe de Ronaldo e acabou o ano como campeão nacional. Diziam que a chegada do "Fenômeno" não era necessária e que já havia craques demais. O fator Barcelona O segundo da lista é o Barcelona. Depois de quatro anos sem títulos e da ausência na Liga dos Campeões nesta temporada, os catalães voltam a figurar entre os favoritos.
O carisma e os dribles de Ronaldinho Gaúcho já fizeram a torcida esquecer Rivaldo, e o estádio Camp Nou encontrou um novo ídolo. Com o argentino Saviola, de 22 anos, e o português Quaresma, de 20, Ronaldinho, que tem 23 anos, forma um dos mais jovens e promissores ataques do campeonato. O time é liderado pelo técnico Frank Rijkaard, um dos grandes craques do futebol holandês nos anos 80, ao lado de Marco van Basten e Ruud Gullit. Rijkaard agora é a maior estrela entre os técnicos da Liga Espanhola. Correndo por fora Deportivo La Coruña, Valencia e Real Sociedad correm por fora. Os três clubes tentarão repetir as últimas campanhas, mas não só conseguiram poucos reforços para a temporada como ainda perderam alguns craques.
O La Coruña (3º colocado no último campeonato) vendeu seu maior goleador: o holandês Roy Makaay, prêmio Chuteira de Ouro de artilheiro da Europa em 2003 (39 gols em 56 jogos), foi para o Bayern de Munique. O clube tentou contratar o brasileiro naturalizado português Deco, mas não fechou negócio. Ainda aposentou Donato e avisou a Djalminha que não conta com ele. O Valencia já começa em crise. O time foi vaiado na apresentação do novo plantel, o técnico Rafael Benítez tem desentendimentos em público com alguns jogadores e um dos atacante mais experiêntes do clube, o argentino Kily González, acaba de ir para o Inter de Milão.
Mas ainda assim o Valencia tem um dos melhores times da Espanha, com destaque para o argentino Pablo Aimar, que nesta temporada terá como companheiro de ataque Ricardo Oliveira, ex-atacante do Santos. O Real Sociedad foi a surpresa do último campeonato. Liderou a classificação até a penúltima rodada, mas não suportou a pressão de ter como rival o Real Madrid. Desta vez, além da dupla de ataque formada pelo turco Nihat Kahveci e pelo sérvio Darko Kovasevic, o time tem um reforço sul-coreano: o desconhecido Lee Chun Soo. O Atlético de Madri pode ser a zebra. O clube, que esteve na segunda divisão na temporada 2000/2001, terminou a na última Liga em 12º e agora sonha com vida nova.
O time terá um novo treinador, 11 reforços e muita confiança na maior promessa do futebol espanhol: o atacante Fernando Torres, apelidado de "El Niño", um goleador de 19 anos que acaba de estrear como titular na seleção. Além dos famosos e ricos dos grandes clubes, outros craques prometem espetáculo na Liga: Denílson e Joaquín, no Bétis, Edu e Mostovói, no Celta de Vigo, Valerón e Tristán, no La Coruña, e nossos brasileiros. Uns voltam à Espanha, como Sávio, Sonny Anderson e Rodrigo Fabri, outros têm sua primeira chance, como Júlio Baptista e Ricardo Oliveira. São 28 atletas com a missão de provar, de novo, que o futebol brasileiro brilha com luz própria na Liga das Estrelas. |
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