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PIB dos EUA se recupera e cresce 3,3% no trimestre | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A economia dos Estados Unidos cresceu 3,3% no segundo trimestre de 2008, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento de Comércio dos EUA. O número surpreendeu ao superar as estimativas anteriores do governo, que eram de 1,9%. O PIB americano havia crescido a uma taxa de 0.9% no primeiro trimestre deste ano, depois de uma contração de 0,2% nos últimos três meses de 2007. Entre as principais explicações para o crescimento estão o aumento nas exportações americanas, ajudadas pelo dólar mais fraco, e a restituições de impostos. Apesar do número positivo, o Federal Reserve alertou que a economia deve continuar fraca neste ano. “Nós ainda não saímos da floresta, mas estamos começando a ver um pouco mais a luz do sol”, declarou John Wilson, analista do banco de investimentos Morgan Keegan. Sem recessão Os dados divulgados nesta quarta mostram que as exportações cresceram a uma taxa anual de 13,2%, mais alta que a estimativa anterior do governo, que era de 9,2%. As importações caíram 7,6%, na medida em que a desaceleração da economia americana reduziu a demanda por produtos estrangeiros. A melhora na balança comercial contribuiu com 3,1 pontos percentuais para PIB do segundo trimestre, a maior contribuição desde 1980. Os gastos dos consumidores também subiram, estimulado pelo pagamento de restituições pelo governo. A alta foi de 1,7%, pouco acima do crescimento do trimestre anterior, de 1,5%. Para alguns observadores, os indicadores reforçam o argumento de que os Estados Unidos devem escapar de uma recessão. “Para (um país ameaçado por) uma recessão, economia está crescendo muito rapidamente”, declarou Avery Shenfeld, economista do CIBC World Markets. “Muito desse crescimento vem das exportações, e os mais pessimistas podem dizer que isto pode não continuar com o baixo crescimento econômico no exterior”, diz Shenfeld. “Mas eu diria que isso aconteceu precisamente durante o período de pouco crescimento no exterior…esta ainda é uma economia que enfrenta (crescimento) lento, mas não uma recessão.” Mercado imbiliário Em meio ao crescimento, a desaceleração no mercado imobiliário, no entanto, foi evidente. Os preços de imóveis caíram 15,4% no segundo trimestre comparado com os indicadores do ano anterior, de acordo com um relatório divulgado no início da semana. O declínio foi registrado pela última pesquisa S&P/Case-Shiller sobre os preços de imóveis. Segundo o relatório, o fato de que o declínio aconteceu em nível nacional foi o último sinal de que a crise imobiliária continua. Outros dados do governo indicam que as vendas de novos imóveis estavam em um patamar de 515 mil unidades em julho, número pouco maior que o do mês anterior, mas ainda próximo de uma baixa de 16 anos e metade do número de unidades vendidas há um ano. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Preço de imóveis tem queda recorde nos EUA26 agosto, 2008 | BBC Report Dólar tem valor mais alto frente ao euro em 6 meses26 agosto, 2008 | BBC Report Economista prevê quebra de 'grande banco americano'19 agosto, 2008 | BBC Report Petróleo pode passar de US$ 200 em 5 anos, diz relatório08 agosto, 2008 | BBC Report Desemprego nos EUA é o maior dos últimos quatro anos01 agosto, 2008 | BBC Report PIB dos EUA cresce no segundo trimestre31 julho, 2008 | BBC Report Próximo presidente dos EUA deve enfrentar déficit recorde29 de julho, 2008 | Notícias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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