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Atualizado às: 03 de novembro, 2006 - 17h10 GMT (14h10 Brasília)
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Google tenta legalizar vídeos do YouTube, diz jornal
Página do YouTube
Os usuários do YouTube podem assistir a vídeos gratuitamente
A Google, empresa líder do setor de buscas da internet, está tentando conseguir a permissão das grandes companhias do setor de entretenimento para poder ter, legalmente, conteúdo hoje restrito no site YouTube, segundo um jornal britânico.

O YouTube, onde é possível assistir a milhares de vídeos lá colocados pelos próprios usuários, foi comprado pela Google em outubro. A empresa está negociando com grupos como CBS, NBC, News Corp e Time Warner.

O Financial Times afirma que a Google está oferecendo pagamentos para ter direito ao uso de trechos de filmes e programas de televisão, música e outros trabalhos que estão na página.

Parte do material destes grupos já está no YouTube, mas ilegalmente.

Sony BMG, Warner Music e Universal Music já assinaram acordo para fornecer parte do conteúdo em troca de uma parcela da renda de propaganda.

Popular

Cerca de 100 milhões de clipes são vistos pela página do YouTube a cada dia - fazendo com que o site seja um dos mais populares do mundo.

Mas há temores de que, se os grupos de mídia não estiverem incluídos em acordos que permitirão ao YouTube transmitir material sem desrespeitar direitos autorais, a página poderá acabar saindo do ar.

O Napster, site de troca de arquivos de música pela internet, fechou em 2001 quando companhias fonográficas processaram o site por desrespeito aos direitos autorais. O nome e logotipo Napster é agora usado para um serviço diferente e legalizado para baixar músicas.

A Google prometeu ser rígida no que diz respeito à questão de direitos autorais quando completou a compra do YouTube por US$ 1,65 bilhão.

O YouTube teria escapado de processos até agora pelo fato de ser uma companhia pequena, com pouco dinheiro. Mas a compra pelo Google muda esta situação.

A política do YouTube é retirar os materiais que precisam de pagamento de direitos autorais assim que é alertado pelos detentores dos direitos, mas o site já recebeu criticas por não ser vigilante.

A página também desenvolveu tecnologia que vai permitir o bloqueio de vídeos que precisam do pagamento de direitos autorais.

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