|
China recua e promete limitar vendas de têxteis | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A China disse que vai aumentar as tarifas de exportação incidentes sobre 75 categorias de produtos têxteis a partir de junho. Segundo a agência oficial de notícias da China, Xinhua, as tarifas para os 75 produtos podem ser aumentadas em até 400%. A medida está sendo interpretada como uma resposta a reclamações e pressões de Estados Unidos e União Européia, que alegam ter havido uma explosão nas exportações chinesas de têxteis desde que acabou o sistema de quotas, em janeiro. Já o diretor gerente do Fundo Monetário Internacional, Rodrigo de Rato, disse que os Estados Unidos e a Europa deveriam evitar a adoção de restrições comerciais para manter os têxteis chineses fora de seus mercados. "Tentar corrigir desequilíbrios com medidas restritivas ao comércio nos parece um grave erro", disse De Rato em entrevista publicada nesta sexta-feira ao jornal espanhol Expansión. Empregos Os Estados Unidos impuseram restrições à entrada de seis categorias de vestuário importado da China. A UE argumenta que houve um aumento de 500% nas exportações de têxteis chineses ao mercado europeu desde o fim do sistema de quotas, e ameaça com sanções. Nos Estados Unidos, a indústria têxtil diz que mais de 16 mil empregos foram perdidos desde o começo deste ano. Até o anúncio de aumento de tarifas nesta sexta-feira, a China deu indicações de que manteria posições firmes na disputa de têxteis. Na quarta-feira, o ministro do Comércio da China, Bo Xilai, disse que seu país estava seguindo as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e acusou os Estados Unidos e a União Européia de ter "dois pesos e duas medidas". |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||