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Atualizado às: 10 de maio, 2005 - 04h10 GMT (01h10 Brasília)
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GE vai dobrar investimentos em tecnologia 'limpa'
Fábrica da GE na Carolina do Norte, EUA
A GE acredita que há uma demanda por motores menos prejudiciais ao meio ambiente
A General Electric (GE) vai dobrar seus gastos com tecnologia que não danifica o meio ambiente, investindo US$ 1,5 bilhão por ano na criação de novos produtos.

A empresa com um dos valores mais altos no mercado no mundo disse que a iniciativa vai atender à crescente necessidade de fontes de energia mais eficientes e reduzir emissões prejudiciais à atmosfera.

Até 2010, a empresa planeja vender um total de US$ 20 bilhões em produtos que não prejudiquem o meio ambiente.

A GE produz de motores para aviões e aparelhagem médica a lâmpadas de uso doméstico.

A empresa se comprometeu a reduzir suas próprias emissões de gases do efeito estufa em 1% nos próximos sete anos.

Demanda maior

A GE afirma que acredita que uma maior demanda por tecnologia eficiente, água limpa e fontes alternativas de energia permitirá que ela ganhe mais dinehiro com seus crescentes investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

A GE já está construindo turbinas movidas a energia eólica e desenvolvendo tecnologia para a purificação de água e usinas movidas a carvão "limpo".

"Nós pretendemos ganhar dinheiro com isso", disse o diretor executivo, Jeff Immelt.

"Nós iremos criar parcerias com nossos clientes para lidar com a maioria de seus desafios ambientais."

A pesquisa da GE vai se concentrar em encontrar uma tecnologia mais eficaz para energia solar e motores de aviões que emitam menos gases prejudiciais ao meio ambiente.

Jonathan Lash, presidente da organização ambientalista Instituto de Recursos Mundiais, disse que a injeção de recursos nesse tipo de pesquisa é um "passo muito importante".

Mas ativistas pela preservação do meio ambiente acusaram grandes empresas americanas tais como a GE de fazer muito pouco para enfrentar a ameaça representada por mudanças climáticas através da alteração de seus processos de fabricação.

Os Estados Unidos se recusaram a ratificar o Protocolo de Kyoto limitando gases do efeito estufa, alegando que isto prejudicaria a indústria americana.

Críticos acreditam que, por causa disso, companhias americanas vem sendo lentas na adoção de tecnologias mais limpas.

Mas algumas lideranças empresariais encaram hoje como inevitável uma limitação nas emissões destes gases nos Estados Unidos e buscam de maneira mais ativa oportunidades nesta área.

Stephen Evans, analista econômico da BBC na América do Norte, disse que a mais recente iniciativa da GE indica que está em andamento uma mudança silenciosa das atitudes americanas para com o meio ambiente e os produtos menos poluentes.

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