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Fim de cotas têxteis 'ameaça milhões de empregos', diz ONG | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma ONG filantrópica disse que milhões de trabalhadores podem perder seus empregos quando entrarem em vigor novas regras para o comércio internacional de produtos têxteis, no ano que vem. Segundo a Christian Aid, o fim do Acordo Multifibras, em 31 de dezembro, vai causar a eliminação de 1 milhão de postos de trabalho só em Bangladesh, onde o setor têxtil responde por 85% das exportações. Outros países ameaçados, de acordo com um relatório divulgado pela Christian Aid, são o Camboja, o Sri Lanka e o Nepal. Mas partidários do fim do acordo – que estabelece um sistema de cotas por países para as exportações de produtos têxteis – dizem que, no novo cenário, a eficiência das fábricas do setor vai aumentar e os preços, cair, principalmente para os consumidores do Ocidente. Além disso, eles afirmam que empregos serão criados em países como a Índia e a China. Desenvolvimento A Christian Aid diz que o sistema de cotas, com suas deficiências, pelo menos possibilitou que países como Bangladesh dessem início a um processo de desenvolvimento industrial. Seu fim, para a entidade, vai fazer com que milhões de pessoas percam o emprego e acabem tendo que abraçar trabalhos bem piores – por exemplo, diz a entidade, muitas mulheres podem acabar envolvidas com exploração sexual. O Acordo Multifibras foi assinado nos anos 1970, e seu fim gradual está sendo monitorado pela Organização Mundial do Comércio (OMC). A organização afirma que muitos países em desenvolvimento apóiam o fim do sistema de cotas e ressalta o fato de que estão disnponíveis fundos para ajudar países como Bangladesh no processo de transição a um mercado totalmente liberalizado. “Vai ser necessário um período de reajustamento”, disse o porta-voz da OMC Keith Rockwell. “Alguns países vão se dar melhor do que outros, mas ninguém está sugerindo que nenhum país em desenvolvimento vai se beneficiar com isto.” “Alguns países onde se pensa que o setor vai sofrer têm visto um aumento no volume de encomendas, e há muitas empresas que vão manter suas relações comerciais atuais.” |
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