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Atualizado às: 26 de novembro, 2004 - 10h04 GMT (08h04 Brasília)
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Dólar sofre nova queda recorde
gráfico da bolsa de tóquio
A queda do dólar afeta as exportações da Ásia e da Europa
O dólar bateu novo recorde de baixa em relação ao euro e atingiu a menor cotação dos últimos quatro anos e meio em relação ao iene, depois de relatos de que a China estava reduzindo suas aquisições de títulos do Tesouro americano.

A cotação do euro chegou a US$ 1,3330. Em relação à moeda japonesa, o dólar estava sendo negociado a 102,15 ienes, a cotação mais baixa desde março de 2000.

A libra esterlina estava sendo negociada acima de US$ 1,9 e estava a caminho de bater um recorde de 12 anos.

Na quinta-feira, o economista-chefe do Banco da Inglaterra, Charles Bean, disse que o dólar pode cair ainda mais.

Exportações

O dólar já perdeu 9% de seu valor em relação ao euro e ao iene desde o início de outubro, com especulações de operadores de mercado de que as autoridades americanas preferem uma moeda mais fraca para reduzir o déficit em conta corrente (nas contas externa) do país.

A queda da cotação da moeda americana em relação ao euro e ao iene começa a preocupar as autoridades econômicas do Japão e da Europa.

As exportações japonesas já estão se desacelerando e elas são percebidas como o motor da recuperação econômica do país.

Um euro forte também poderá ter impacto sério sobre as economias européias.

Efeito China

Na sexta-feira, o jornal China Business News, baseada em Xangai, disse que a China tinha reduzido para US$ 180 bilhões o tamanho da parcela de suas reservas aplicadas em títulos do Tesouro americano, com o objetivo de reduzir suas perdas com a depreciação do dólar.

Operadores de mercado alegaram ter dúvidas sobre a notícia, mas mesmo assim houve uma onda de venda de posições em dólar, com a interpretação de que esse é um sinal de que a moeda americana ainda pode cair mais.

A preocupação com os déficits comercial e fiscal dos Estados Unidos tem sido a principal causa da depreciação da moeda americana.

Indicações de que o governo dos EUA não parece disposto a intervir no mercado para interromper a queda do dólar têm reforçado a tendência.

Queda 'substancial'

Na quinta-feira à noite, Bean disse que, com um déficit fiscal recorde de US$ 413 bilhões (R$ 1,13 trilhão), é improvável que os investidores estrangeiros continuem a comprar ativos nos Estados Unidos.

Isso significa que uma possível queda "substancial" do valor do dólar pode continuar, na medida em que o governo Bush atua para cortar o déficit fiscal, disse o economista-chefe do Banco da Inglaterra.

No mercado ainda domina a lembrança de que o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Alan Greenspan, na semana passada, disse acreditar que o déficit em conta corrente dos EUA é insustentável.

Greenspan também alertou para o fato de que governos estrangeiros poderiam perder seu apetite por ativos em dólar devido ao tamanho do déficit em conta corrente.

Alguns analistas acreditam que o euro – introduzido em 1999 – poderia chegar a US$ 1,40 no ano que vem.

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