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Barril de petróleo pode chegar a US$ 50 nesta semana | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O preço do petróleo deve dominar as manchetes da semana, com vários analistas afirmando que a barreira psicológica dos US$ 50 por barril pode ser quebrada. Apesar do preço ter continuado a recuar nos primeiros negócios desta segunda-feira, com o barril de petróleo sendo negociado a US$ 47 em Nova York e US$ 44 em Londres, a maior alta em 21 anos pode não ter chegado ao fim. Governos e empresas já falam de estragos no crescimento econômico global e redução de lucros por causa da alta do petróleo e conseqüente alta do preço das commodities. As projeções variam, mas há consenso em relação à necessidade de continuar a aumentar os juros básicos nas economias dos países desenvolvidos. Previsões O conglomerado de bancos e grupo de investimentos HSBC prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) global pode ser reduzido em até 0,9% nos próximos dois anos. O crescimento nos Estados Unidos deve ser o mais atingido, com consumidores e os setor privado podendo ser obrigados a pagar US$ 112 bilhões extras nas importações de petróleo este ano, de acordo com as previsões do HSBC. "O aumento dos custos de energia vai colocar pressão sob as margens de lucro se empresas operando em mercados altamente competitivos não forem capazes de repassar este aumento para os preços", prevê o HSBC. "E isso pode desencorajar investimentos e criação de empregos", conclui um relatório do banco. O jornal britânico Sunday Times afirma que o banco de investimentos Lehman Brothers reduziu sua previsão de crescimento para os Estados Unidos de 4% para 3,3%. Na Grã-Bretanha, de acordo com a imprensa, as empresas podem ter que arcar com aumentos de até 50% em contas de eletricidade. Recuperação em risco O que tem deixado o mercado especialmente nervoso é uma série de fatores negativos em um momento em que as maiores economias européias e a economia americana começavam a mostrar sinais de recuperação. Uma recuperação que parece cada vez mais frágil, com alguns analistas prevendo que podem haver decepções com as taxas oficiais de emprego e desemprego nos Estados Unidos e que os lucros das corporações podem ter alcançado o pico. A perspectiva de aumento de demanda e os riscos de redução da produção no Iraque, na Rússia e na Venezuela também têm criado receios de desabastecimento. O Sunday Times cita Peter Luxon, da Informa Global Markets afirmando que "a recuperação pode ser abortada". OPEP O cartel dos exportadores de petróleo admitiu na semana passada que se os preços continuarem altos, os estragos podem ser grandes. Apesar do aumento das cotas de exportação acordado em julho pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a alta continua. Na sexta-feira, o barril de petróleo leve chegou a ser negociado a US$ 49,40 depois de relatos de um novo ataque a um gasoduto iraquiano. O preço caiu em Nova York para US$ 47,86 no fechamento. Analistas de mercado acreditam que podem haver pequenas quedas no preço, mas o risco de uma alta contínua é real. "O barril cotado a US$ 70 é perfeitamente concebível", acredita Bruce Evers, especialista da Investec. Para ele, um cenário de "um grande problema de oferta", como "Iraque ou Venezuela reduzindo a produção", seria o suficiente. |
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