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Preços ao consumidor caem 0,1% nos EUA em julho | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) nos Estados Unidos, um dos mais usados para medir a inflação do país, caiu 0,1% em julho, na primeira queda desde novembro do ano passado. O declínio acompanhou os preços da gasolina no país e provocou especulações sobre as possibilidades de o banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), rever o aumento da taxa de juros na sua reunião de setembro. Se fossem excluídos os preços de alimentação e energia, o índice teria subido 0,1% em julho. Neste ano, os preços ao consumidor subiram 4,1% nos primeiros sete meses, consideravelmente acima dos 1,9% verificados em todo o ano de 2003. O IPC foi empurrado para cima pelo aumento nos preços do petróleo no mercado internacional. Na semana passada, o preço do barril bateu em US$ 45 pela primeira vez, e espera-se que o valor permaneça neste patamar, apesar da queda apresentada nesta semana – interpretada principalmente como conseqüência do resultado pacífico do referendo na Venezuela. O país, que votou pela continuação do mandato de Hugo Chávez, é o quinto maior produtor de petróleo no mundo. Sem aumento Com a divulgação do IPC americano nesta terça-feira, os analistas de mercado estão revendo as expectativas de mais um aumento na taxa de juros. "Os temores de inflação que vimos no início do ano parecem ter sido corrigidos com o esfriamento da economia", afirmou o economista David Sloan, da 4Cast. "É um número (o IPC) bastante animador para o Fed. Se continuarmos a receber dados assim, podemos começar a duvidar se eles vão continuar a apertar o cinto", afirmou o economista. No entanto, outros relatórios divulgados nesta terça-feira parecem indicar que a desaceleração da economia em junho pode ter sido apenas temporária. A produção industrial, de minas e serviços atingiu a sua maior capacidade nos últimos três anos, segundo o Fed. Só a produção industrial subiu 0,4% em julho, quase que equilibrando a queda de 0,5% registrada no mês anterior. A construção civil também cresceu 8,3% em julho, segundo o Departamento de Construção. O resultado também praticamente zera a queda registrada em junho. |
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