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Airbus inaugura linha de montagem de superjumbo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Airbus começou a montagem do A380, o superjumbo de 555 lugares, nesta sexta-feira em Tolouse, na França. A aeronave será o maior avião do mundo e pode revolucionar a aviação comercial. O primeiro vôo do A380 deve acontecer em 2005 e, em 2008, a produção deve chegar a quatro unidades por mês. A nova aeronave atraiu pedidos de 11 companhias aéreas internacionais, com um total de 129 encomendas até o momento. Mercado Nos últimos tempos, houve um grande aumento na demanda de viagens aéreas. Isso permite que as companhias usem aviões maiores que o Boieng 747, com cada vez menos receio de que eles possam decolar vazios. O tamanho do A380 significa que ele tem um terço a mais de lugares para passageiros do que o Boieng 747, o que fará com que menos vôos sejam necessários para transportar o mesmo número de pessoas. E como vagas para decolar e pousar em grandes aeroportos estão muito concorridas, isso seria uma vantagem. A Airbus também ressalta as vantagens do A380 para o meio ambiente. Segundo a empresa, ele é mais econômico que seus concorrentes. O A380 deve voar entre 60 grandes aeroportos de todo o mundo. Devido ao tamanho da aeronave, nem todos os aeroportos têm infra-estrutura para recebê-la. Ou seja, passageiros que quiserem chegar a cidades pequenas terão de fazer conexões. As companhias aéreas terão de convencer os passageiros a voar com outras 500 pessoas. A aeronave terá ainda quatro corredores e, quanto mais passageiros, maior a possibilidade de atrasos. E isso pode ser um problema, ainda mais agora que os procedimentos de segurança antes de embarcar aumentaram. Fonte E talvez, para evitar críticas de que seu novo avião será muito apertado, a Airbus promoveu o A380 como uma maneira luxuosa de se viajar, com a possibilidade de abrigar lojas, chuveiros, bares e bibliotecas. O modelo em tamanho natural em exposição em Toulouse, na França, tem até mesmo uma fonte dentro do avião. Há espaço para tudo isso, mas é possível que as companhias aéreas o ocupem com mais poltronas. A Boeing, criadora do 747, decidiu oferecer às companhias aéreas um modelo alternativo. Ao invés de construir aviões grandes, ela optou pelo 7E7 Dreamliner, que foi lançado em abril. O Dreamliner foi desenhado para substituir os atuais 757 e 767 que estão ficando velhos. Por ser menor, transportando de 230 a 300 passageiros, é mais flexível do que o A380. A Boieng acredita que o 7E7 pode servir tanto rotas curtas quanto longas. Isso será uma vantagem para as companhias aéreas que queiram fazer viagens para destinos não tão concorridos, permitindo que passageiros voem direto, sem a necessidade de conexões. A primeira encomenda do 7E7 foi feita pela companhia aérea All Nippon, do Japão. As companhias japonesas têm sido as mais relutantes em encomendar o A380. |
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