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Atualizado às: 26 de abril, 2004 - 19h48 GMT (16h48 Brasília)
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Marinho quer que governo crie frentes de trabalho

Luiz Marinho, presidente da CUT (Foto:Tino P. dos Santos)
Marinho quer contratações de emergência
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, quer que o governo crie frentes de trabalho para gerar emprego de emergência, especialmente nas grandes cidades. No entanto, ele reconhece que "por enquanto, o governo não tocou no desemprego".

A seguir, a entrevista de Marinho à BBC Brasil:

BBC Brasil - Qual a influência do governo na criação de empregos?

Luiz Marinho - É evidente que emprego tem a ver com a macroeconomia, tem a ver com a retomada do crescimento, para que se possa gerar emprego de qualidade. Mas se considerar o governo Lula, a forma como ele assumiu o país em 2003, ninguém tinha esperança. Nós partilhamos da opinião que 2004 terá crescimento. Mas por maior que seja o crescimento, não resolverá o problema do desemprego. A curto prazo, é preciso que o governo tome a decisão de resolver o problema e que o Estado, em todas as esferas, assuma essa responsabilidade e faça contratações emergenciais.
Nós propomos que se dê continuidade às ações de macroeconomia, mas a curto prazo que o governo contrate frentes de trabalho, principalmente nos grandes centros, para gerar emprego emergencial e para que as famílias tenham condições de se manter e ajudem a retomada do crescimento. Isso tudo aliado à formação profissional. Na medida em que a economia cresce, as pessoas estariam preparadas para assumir esses empregos.
Só o crescimento não resolverá o problema do desemprego no curto prazo.

BBC Brasil - O que o Brasil deveria fazer para combater o desemprego?

Marinho - O Brasil pode retomar o crescimento. Tem a ver com continuar a redução dos juros, fortalecer a economia, crescimento sustentável, mas é preciso lançar mão da contratação emergencial. O crescimento da economia vai responder a essa demanda em quantos anos?
Essas frentes criariam um outro ambiente e poderiam fazer muitos serviços públicos.

BBC Brasil - Como vê a política de empregos deste governo?

Marinho - Tem um saldo líquido de alguns milhares de empregos. A questão é que mais gente está chegando no mercado, mais gente que tinha desistido começou a procurar e não se resolverá o problema na proporção que o governo se comprometeu. Por enquanto, não vejo que o governo tenha tocado no problema do desemprego. Propomos que o emprego também seja colocado como meta, como prioridade. Por enquanto não tem sido.

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