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Governo deveria ter 'meta de emprego', diz Pochmann | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Professor licenciado da Unicamp e secretário de Trabalho da Prefeitura de São Paulo, Marcio Pochmann, é um dos grandes especialistas em mercado de trabalho no Brasil. Ele diz que, sem crescimento, o desemprego não cai. Mas isso não é o bastante. "O governo deveria ter uma meta além da inflação, uma meta também de emprego". A seguir, a entrevista que Pochmann deu à BBC Brasil: BBC Brasil - O desemprego pode cair com a atual política macroeconômica do governo? Marcio Pochmann - É possível reduzir o desemprego em 2 pontos, 2,5 pontos em relação ao ano passado. Mas isso não será suficiente para que o contingente de desempregados se reduza. Nós temos 2,3 milhões de pessoas que entram no mercado de trabalho anualmente. E para isso, seria preciso crescer 5%, 6% ao ano, de forma contínua. A taxa deve cair, principalmente no segundo semestre. Mas ao mesmo tempo haverá um maior número de pessoas desempregadas. BBC Brasil - O que o governo deveria fazer para gerar empregos, além do crescimento econômico? Pochmann - Enquanto candidato, Lula tinha um programa, Mais e Melhores Empregos, que tinha três medidas: crescimento econômico, redução do tempo de trabalho, mudança no padrão de políticas públicas. Sem crescimento econômico é impossível resolver o problema do desemprego. É preciso também mudar o tempo de trabalho e taxar as horas extras de maneira que elas voltem a ser um instrumento emergencial. |
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