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Atualizado às: 26 de abril, 2004 - 19h29 GMT (16h29 Brasília)
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Paulinho pede mudança da política econômica

Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical (Foto: Dirce Pereira)
Paulinho participa de protesto contra desemprego nos bingos
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, está pessimista em relação à queda do desemprego no Brasil. Ele diz que o governo não tem política para combater o desemprego e que "a esperança que o povo tinha nele também está desabando."

A seguir, a entrevista de Paulo Pereira de Silva à BBC Brasil:

BBC Brasil - Qual a influência do governo na criação de empregos?

Paulo Pereira da Silva, o Paulinho - O governo é o principal indutor de emprego e, no caso do Brasil, o desemprego não cai por causa da política econômica. Na nossa opinião tem que mudar a política econômica, que é a mesma, inclusive piorada, do governo Fernando Henrique. Baixar juros, fazer um novo acordo com o FMI, e a partir daí ele consegue criar empregos.

BBC Brasil - O que o Brasil deveria fazer para combater o desemprego?

Paulinho - Tudo o que gente falar ajuda, mas não resolve. Tem que começar com a redução dos juros. Numa reunião com o presidente Lula, no início do mês, a Força Sindical propôs ao governo redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com o governo entrando com parte do custo ao reduzir impostos, porque achamos que as empresas não agüentam uma redução de 10% na jornada. Pelo menos 2 milhões de novos empregos seriam criados com a mudança, e isso aumentaria a arrecadação total.
As horas extras também deveriam ser limitadas. Pela lei atual, o trabalhador pode fazer 26 horas extras por semana. Nós defendemos também a reabertura dos bingos.

BBC Brasil - Como vê a política de empregos deste governo?

Paulinho - Acho que se continuar do jeito que está não tem jeito de dar certo. A renda caiu no ano passado cerca de 14%, segundo o Dieese, e este ano continua caindo. O governo Lula precisa tomar cuidado, porque a credibilidade dele está caindo muito, a esperança que o povo tinha nele também está desabando. Então, ele corre o risco de ter dificuldades. Eu diria que o governo Lula não tem um projeto de crescimento de emprego. Por exemplo, a política industrial não tem meta de emprego.

BBC Brasil - Este ano a economia brasileira deve crescer 3,5%. Isso será suficiente para reduzir o desemprego?

Paulinho - O crescimento gera emprego, mas tem que ser acima de 5%. Esse crescimento de 3,5% não dá nada. Não dá um ponto. Tem mais expectativa do que emprego. E em muitos casos, as empresas investem em tecnologia e não criam empregos.

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