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Atualizado às: 26 de abril, 2004 - 19h17 GMT (16h17 Brasília)
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Dieese diz que é preciso 'aliviar' política fiscal

desenho de Paulo Caruso para o Dieese
O Dieese é o centro de pesquisas do movimento sindical
Silvestre Prado de Oliveira, supervisor técnico do Dieese-SP, diz que crescimento da economia é fundamental para gerar empregos. Por isso, ele defende o "alívio" das políticas fiscal e monetária. Segundo Prado de Oliveira, medidas pontuais ajudam a combater desemprego, mas não são suficientes.

A seguir a entrevista que Prado de Oliveria deu à BBC Brasil:

BBC Brasil - Além do crescimento, o que o governo deveria fazer para reduzir o desemprego?

Silvestre Prado de Oliveira - Todas as medidas pontuais ajudam, mas não são suficientes. O fundamental é ter crescimento em níveis expressivos de um lado e de outro, políticas combinadas com a melhoria da qualificação. Políticas específicas para os segmentos mais atingidos: jovens e pessoas com mais de 40 anos. Aí não é só o emprego, mas a alternativa de renda para as pessoas, estímulo ao empreendedorismo. Tem áreas que respondem rapidamente, como construção civil, infra-estrutura, malha rodoviária, turismo. São políticas públicas que poderiam ser direcionadas para esses segmentos, que respondem rápido ao estímulo do crédito. Mas isso teria que ser feito com algum alívio na política monetária e fiscal que é muito restrita. A manutenção do superávit nos patamares de hoje cria imensas dificuldades para o setor público fazer investimentos que permitam a geração de empregos.

BBC Brasil - Como o senhor avalia a atuação do governo federal?

Silvestre - Se pegar os dados do mercado formal (Caged) no início do ano teve um saldo positivo. Isso tanto pode ser por geração de novos postos de trabalho ou pela formalização de empregos informais. Isso é bom, porque significa que as empresas estão com expectativa positiva e formalizando o vínculo.
O ano passado foi ano muito ruim. As empresas estão com capacidade ociosa elevada. Para este ano, mesmo que a economia cresça 3,5%, o impacto no emprego será pequeno, porque as empresas primeiro aumentam as horas extras. A taxa de desemprego pode ter um recuo, mas não vai ser nada muito grande.

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