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Barelli diz que emprego tem de virar prioridade de governo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Walter Barelli, ex-ministro do Trabalho, critica a política econômica e diz que emprego não é prioridade do governo Lula. Para ele, a política tem que mudar para favorecer o crescimento e, com isso, reduzir desemprego. A seguir, a entrevista de Barelli à BBC Brasil: BBC Brasil - Qual a influência do governo na criação de empregos? Walter Barelli - Ele vai definir a legislação, mais ou menos favorável ao emprego, e a política financeira. No caso brasileiro, estamos com política financeira restritiva que, ao restringir o crédito, cria dificuldades para as empresas e isso não é bom para o emprego. Temos uma política de juros altos que significam custos elevados para as empresas e não levam à criação de empregos. BBC Brasil - O que o Brasil deveria fazer para combater o desemprego? Barelli - As medidas têm que ser tomadas na área econômica. Criar um ambiente que favoreça o crescimento. O desemprego muda se houver crescimento. As empresas dizem que não vêem, olhando para a frente, uma situação de tranqüilidade que as leve a contratar mais gente. As horas extras estão crescendo, mas não o emprego. BBC Brasil - Como vê a política de empregos deste governo? Barelli - Não há nenhuma política efetiva. Tem o Primeiro Emprego, mas poucas pessoas foram contratadas. Em um dos programas, apenas uma pessoa. BBC Brasil - Esse crescimento de 3,5% previsto para este ano é suficiente para reduzir a taxa de desemprego? Barelli - Não. Ele vai criar empregos, mas o Brasil precisar crescer bem mais do que isso para recuperar o atraso. Os 3,5% deste ano são quase uma conquista estatística. Como no ano passado decresceu, só a manutenção do ritmo do fim do ano já vai dar um crescimento de 2,5%. |
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