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Atualizado às: 22 de janeiro, 2004 - 23h18 GMT (21h18 Brasília)
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Mundo teve desemprego recorde em 2003, diz OIT
funcionários de fábrica
Aumento do trabalho em fábricas colaborou para aumento de desemprego na China

O relatório anual da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostrou um número recorde de desempregados ou pessoas procurando trabalho em 2003, quase 186 milhões no mundo todo.

Os números da OIT para 2003, divulgados nesta quinta-feira, representam um pequeno aumento no número de desempregados. Em 2002 a organização registrou 185,4 milhões de desempregados.

Em 2003 o número aumentou para 185,9 milhões, o nível de desemprego mais alto já registrado.

O aumento no desemprego foi mais evidente entre a população mais jovem, aumentando o desemprego nesta faixa etária para um índice de 14,4%, que corresponde a 88,2 milhões de jovens entre 15 e 24 anos sem emprego.

Este índice chega a ser duas vezes maior do que a taxa mundial de desemprego, que é de 6,2%.

Otimismo para a América Latina

Mas, nem tudo é sinônimo de pessimismo, segundo o relatório da OIT.

A organização da ONU para o Trabalho afirma que as regiões industrializadas têm passado por forte recuperação econômica, principalmente no segundo semestre de 2003.

O índice de crescimento econômico no mundo todo, em 2003, foi de 3,2%, comparados com os 3,0% de 2002. E a organização espera um índice de crescimento econômico mundial de 4,1% em 2004.

O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos pode ter sido prejudicado pela taxa de desemprego inalterada em 6%.

Por outro lado, a América Latina e o Caribe foram as regiões que se beneficiaram da recuperação das economias industrializadas.

Estas duas áreas foram as mais afetadas pela recessão mundial de 2001 em termos de crescimento industrial e cortes de empregos.

Mas, em 2003, estas regiões viram alguma recuperação em crescimento, de 1,6%. Em 2002, as regiões chegaram a registrar uma contração econômica de 0,1%.

E o índice de desemprego na América Latina e Caribe caiu dos 9% em 2002 para 8% em 2003. Segundo o relatório da OIT a queda no índice de desemprego pode ser atribuída à recuperação da economia da Argentina e a diminuição do crescimento da força de trabalho no país.

A organização afirma que, especialmente na América Latina, a performance do mercado de trabalho deve melhorar como resultado de uma recuperação da região, especialmente na Argentina e Uruguai.

Aumento dos índices

Outras regiões não tiveram performances tão boas.

O Oriente Médio e Norte da África registraram aumento do desemprego. Em 2002 o índice registrado foi de 11,9% nas duas áreas. Em 2003, o índice chegou a 12,2%. É o mais alto índice do mundo.

Segundo a OIT isto é resultado de uma grande reestruturação do emprego no setor público e o crescimento da força de trabalho.

No leste da Ásia também observou-se um pequeno aumento no desemprego, de 3,1% em 2002 para 3,3% em 2003.

Para a organização a causa é principalmente o aumento do desemprego na China, que está ocorrendo devido ao processo de transformação daquele país de uma economia baseada na agricultura para uma economia baseada em indústrias e serviços com menos vagas de trabalho. Além de uma reorganização de seu setor público.

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