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Atualizado às: 07 de dezembro, 2003 - 15h28 GMT (13h28 Brasília)
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Exportações em 2003 devem chegar ao recorde de US$ 72 bi

Lula (ao centro) e ministros Amorim (à esq.) e Furlan (à direita)
Lula (ao centro) e ministros Amorim (à esq.) e Furlan (à direita)

A estimativa do Ministério do Desenvolvimento para o valor total das exportações em 2003 é de um recorde histórico de US$ 72 bilhões.

É com esse número que trabalha o ministro Luiz Fernando Furlan.

“Esse é o objetivo”, disse o ministro, se mostrando confiante na obtenção desse número.

O número representa um aumento de praticamente US$ 12 bilhões em relação ao ano passado, quando também ocorreu um recorde com a venda de US$ 60 bilhões ao exterior.

Mercados

O maior mercado comprador continuará sendo o os Estados Unidos, seguido da China e da Argentina, segundo os dados do ministério.

Para Furlan, o desempenho deste ano não é um acidente, embora ele reconheça que em algumas questões o Brasil foi ajudado por uma situação positiva que pode mudar no médio prazo.

Um exemplo é o valor da soja no mercado internacional, o principal produto da pauta de exportação do Brasil neste ano.

O valor subiu por causa da quebra da atual safra americana. Furlan disse que essa dado o preocupa, principalmente para 2005.

Mas ele completou que nem todo o crescimento das exportações e do superávit da economia neste ano (que já bateu o recorde de US$ 22 bilhões) se deve a questões especiais ou à crise interna no Brasil, que leva muitas empresas a buscarem uma saída na exportação.

Ele acredita que mesmo com a recuperação da economia em 2004, as exportações devem continuar fortes.

“Há ainda muita capacidade ociosa no Brasil que pode ser usada sem derrubar as exportações.”

Explorar e diversificar

O maior crescimento por produto exportado neste ano se deu no setor automobilístico, com uma taxa de 48% entra janeiro e novembro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Furlan acredita por exemplo que, mesmo que o mercado nacional volte a comprar carros, as indústrias têm a capacidade de manter as vendas externas.

O ministro também julga que a atual política do governo de explorar e diversificar mercados já está dando resultados, embora reconheça que ainda modestos, já que o projeto que defende é de longo prazo.

Para sustentar seus argumentos, Furlan mostrou uma lista dos países que apresentaram o maior crescimento das importações de produtos brasileiros.

O primeiro da lista é Botsuana, com 500% de crescimento e o segundo, Azerbaijão, com 430%. Também estão entre os dez primeiros a Suécia (446%) e Libéria (353%).

O ministro reconhece que esse crescimento se deve ao fato desses países importarem valores muito pequenos, mas argumenta que a diversidade dos países já é um reflexo da atual política do governo.

Outro exemplo, segundo ele, é o crescimento (de janeiro a novembro de 2003 em comparação com o mesmo período de 2002) das compras em regiões como a Ásia (33%) e África (19%).

Ainda assim, os maiores mercados para o Brasil continuam tradicionais, como os Estados Unidos, o primeiro, e a Argentina, o terceiro.

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