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Brasil quer aumentar comércio com árabes já em 2004
O governo brasileiro quer aumentar as exportações para os países árabes já no próximo ano, como resultado da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Oriente Médio. A viagem começou em Damasco, na Síria, onde o presidente desembarcou nesta quarta-feira de manhã às 9h30 no horário local (5h30 em Brasília). "A nossa expectativa é que a balança comercial cresça já em 2004", afirmou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho. Neste ano, enquanto as exportações brasileiras aumentaram 20%, as vendas para dez países da Liga Árabe cresceram apenas 2,8%, com a forte queda de alguns produtos, como açúcar refinado e óleo de soja. Déficit comercial "Apesar da queda no volume de produtos com peso importante, aumentaram as vendas para a maioria dos outros itens", diz Ramalho. Entre janeiro e outubro deste ano, as exportações brasileiras somaram US$ 2,2 bilhões - com um pequeno déficit em relação às importações, que foram de US$ 2,3 bilhões - e cresceram 36% em relação ao mesmo período do ano passado. O salto das exportações brasileiras para a região aconteceu em 2001, quando o volume crescer quase 50% em relação ao ano anterior. No ano passado, houve um incremento de 16%. Arábia Saudita, Emirados Árabes e Egito, três dos países que integram o roteiro presidencial, são respectivamente primeiro, segundo e terceiro destino dos produtos brasileiros na região. A Arábia Saudita importou até outubro deste ano US$ 521 milhões, os Emirados Árabes compraram US$ 459 milhões de empresas brasileiras, e o Egito importou US$ 389 milhões no mesmo período. Mas a situação é diferente nos outros dois países. Líbia e Líbano são os países da Liga Árabe que menos importam produtos brasileiros. A Líbia comprou do Brasil apenas US$ 48 milhões nos primeiros dez meses deste ano, enquanto o Líbano importou US$ 46 milhões. Potencial "Existe um potencial muito grande em todos esses países, tanto para a venda de produtos básicos como manufaturados", afirmou o secretário de Comércio Exterior.
A pauta de exportações brasileiras para estes países é bem mais diversificada do que as importações. Entre os produtos industrializados que o Brasil vende estão açúcar refinado, açúcar em estado bruto, chassis com motor, óleo de soja em estado bruto e aparelhos de terraplanagem. Entre os produtos básicos, os principais são carne de frango, minério de ferro, carne bovina, farelo de soja e milho. Entre as importações, o petróleo em estado bruto compõe 66% do total, seguido de derivados como naftas, óleos combustíveis e querosene para uso em aviões. Uma comitiva de 125 empresários de setores variados como alimentos, confecções e construção civil faz o mesmo roteiro do presidente, na oitava missão empresarial para o Oriente Médio neste ano. Agenda A viagem ao Oriente Médio será a 17ª do presidente Lula desde a posse, em primeiro de janeiro. Nas 16 anteriores, ele visitou 21 países, e esteve duas vezes em oito deles. De Damasco, o presidente segue no dia seguinte para o Líbano, onde fica até sábado, quando parte em direção a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Na segunda-feira pela manhã, Lula viaja para Cairo, no Egito. No fim da tarde do dia seguinte o presidente vai para Trípoli, na Líbia, onde cumpre a última etapa da viagem, antes de embarcar de volta a Brasília, na quarta-feira. Nos cinco países, o presidente cumpre uma agenda parecida, se encontrando com o chefe de governo e participando no seminário de negócios organizado com empresários brasileiros e representantes de cada país. O presidente também deve assinar acordos bilaterais em cada uma de suas escalas. Embarque O presidente deixou Brasília na tarde desta terça-feira com cinco ministros na comitiva: o das Relações Exteriores, Celso Amorim, o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, o da Integração Nacional, Ciro Gomes, o do Turismo, Walfrido Mares Guia, e o do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Félix. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que vinha sendo cotado para integrar a comitiva, permaneceu em Brasília. Também acompanham o presidente na viagem os governadores de Goiás, Marconi Perillo, do Ceará, Lúcio Alcântara, do Espírito Santo, Paulo Hartung, do Rio Grande do Norte, Wilma Faria, além do presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, dos senadores Ney Suassuna (PMDB-PB) e Ramez Tebet (PMDB-MS), e os deputados Paulo Pimenta (PT-CE), Ricardo Isar (PTB-SP), Nelson Trad (PMDB-MS), Simão Sessim (PPB-RJ), Devanir Ribeiro (PT-SP) e João Hermann (PPS-SP). O ex-presidente da Argentina e atual presidente do Mercosul, Eduardo Duhalde, também viaja com o presidente, na tentativa de incrementar os negócios do bloco com os países árabes. |
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