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Atualizado às: 28 de novembro, 2003 - 00h18 GMT (22h18 Brasília)
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Lavagna se diz preocupado com 'recessão' no Brasil

O ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna
O ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna

O ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, disse que está preocupado com a situação da economia brasileira.

“O Mercosul está consolidado, mas estou preocupado com a instabilidade econômica das duas (principais) economias que integram o bloco e especialmente com a atual recessão no Brasil”, disse ele referindo-se também à relação comercial entre os dois países.

Embora o governo tema que este ano termine com a economia estagnada, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 0,4% terceiro trimestre, e portanto, tecnicamente, o país não está em recessão.

As declarações de Lavagna foram feitas nesta quinta-feira, durante um seminário realizado pela Câmara de Exportadores da República Argentina (Cera), pela Fundação Exportar e a Fundação Banco de Boston.

O ministro citou como exemplo as vendas de manufaturas de origem industrial da Argentina para o Brasil, que tiveram queda de 3% neste ano.

Em queda

No total, lembrou ele, as exportações da Argentina estão crescendo 15%, mas para o Brasil elas estão caindo.

De acordo com o Centro de Estudos Bonaerenses (CEB), consultoria do setor de exportações, as vendas do Brasil para a Argentina subiram 93,3% entre janeiro e outubro deste ano frente ao mesmo período do ano passado.

Na mão inversa, porém, as exportações argentinas para o mercado brasileiro sofreram um retrocesso.

Segundo o Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos), ligado ao Ministério da Economia, entre janeiro e setembro, as vendas da Argentina para o Brasil caíram 8,7% em comparação com o mesmo período de 2002.

O economista do CEB Maximiliano Scarlan afirma que o Brasil continua sendo o principal destino das exportações argentinas, mas vem perdendo posição ano a ano.

O Brasil, segundo o economista, chegou a receber cerca de 30% das exportações argentinas nos anos 90. Hoje este índice é de 18%, já que aumentaram as vendas da Argentina para outros países como Chile e México, e blocos como a União Européia.

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