|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
EUA perderam 800 mil empregos com Nafta, diz estudo
Um estudo do Economic Policy Institute, um instituto de pesquisa independente com sede em Washington, diz que o Acordo de Livre Comércio da América do Norte, o Nafta, foi responsavel pelo fechamento de mais de 800 mil empregos nos Estados Unidos. O levantamento, feito pelo economista Robert Scott, doutor em economia pela Universidade de Berkeley, toma por base o total de empregos criados no México e no Canadá e perdidos nos Estados Unidos durante a última decada, período de vigência do acordo entre os três países. O setor mais afetado pelo "efeito Nafta" teria sido a indústria americana. De acordo com a pesquisa, quatro em cada cinco empregos perdidos no país em conseqüência do Nafta foram eliminados nas fábricas dos Estados Unidos. Déficit comercial Esse fenômeno teria ocorrido principalmente por dois motivos, segundo o estudo: pela migração de empregos para o México e pelo simples fechamento de postos provocado pelo crescente déficit comercial entre os Estados Unidos e os dois parceiros do bloco. "Quando um emprego bem remunerado na indústria vai para outro país, quase sempre o trabalhador se refugia no setor de servicos, onde a remuneracao é muito mais baixa", afirma Scott. Segundo a pesquisa, foi exatamente no setor de servicos que a grande maioria dos novos empregos nos Estados Unidos na decada de 90 foram criados, ou seja, foram fechados postos de trabalho na indústria e abertos no ramo de serviços. "O poblema é que o setor de servicos paga, em media, 80% do salario pago na indústria", diz o estudo, que concluiu que o Nafta provocou também uma deterioração nas condições do mercado de trabalho americano na década de 90. Para Scott, o grande crescimento da economia americana nesse período escondeu o problema, que ficou mais evidente desde que a 'bolha" da economia estourou e os americanos passaram a encontrar menos oportunidades de trabalho. O estudo está sendo usado por sindicalistas americanos como argumento contra a Alca, a área de livre comércio que deve incluir o Brasil. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||