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Parlamento alemão bloqueia reformas de Schröder
O ambicioso pacote de reformas da Alemanha, que têm o objetivo de estimular a economia, chegou a um impasse. A câmara alta do Parlamento alemão, controlada pela oposição, bloqueou temporariamente a proposta de mudança da legislação trabalhista. Também havia a expectativa de que seria bloqueada a proposta de cortes de impostos, numa tentativa da oposição de forçar o governo a fazer mudanças. A câmara alta do Parlamento decidiu criar um comitê de mediação para tratar dos planos de corte de benefícios para os desempregados por prazo longo e da criação de uma rede de centros de empregos. Futuro político Sem sinais de recuperação efetiva do crescimento econômico e com elevado desemprego, muitos políticos estão com receio de cortar benefícios e reduzir receitas públicas. O chanceler Gerhard Schröder apostou sua sobrevivência política no sucesso do que chama de Agenda 2010 de reformas. As medidas bloqueadas são a parte central das reformas trabalhistas que Schröder quer implantar para tirar a Alemanha de três anos de estagnação. O ministro da Economia, Wolfgang Clement, disse esperar que se chegasse a um acordo sobre todos os aspectos da Agenda 2010, incluindo o corte de impostos, o mais rapidamente possível. Segundo ele, isso é necessário para apoiar os sinais de recuperação da economia alemã. Os conservadores se opõem à proposta de cortar impostos e aumentar o endividamento do governo em 5 bilhões de euros (cerca de R$ 15 bilhões). A economia alemão é a maior da Europa e a terceira do mundo. Manobra O apoio ao Partido Social-Democrata de Schröder vem caindo nas pesquisas de opinião desde março, quando ele anunciou as propostas de cortes no Estado do Bem Estar Social alemão. Nesta semana, depois que o Parlamento aprovou o congelamento de aposentadorias, o apoio ao partido caiu a um recorde de apenas 23% dos entrevistados. Os conservadores esperam forçar Schröder a fazer concessões que o afastem ainda mais da esquerda do seu partido e de tradicionais aliados sindicais. Ele já ameaçou renunciar várias vezes para conter a rebelião da esquerda, que considera as reformas trabalhistas como uma traição às origens socialistas do partido. |
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