BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 06 de novembro, 2003 - 18h37 GMT (16h37 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Fitch eleva classificação do Brasil
reais
Perspectiva é estável para economia, segundo agência

A agência de risco Fitch Ratings elevou nesta quinta-feira a classificação do Brasil no seu ranking de risco.

A classificação do Brasil passou de "B" para "B+" e a perspectiva para o país é "estável", na avaliação da agência.

A mudança reflete "a melhora do desempenho da economia do país e o marco de sua política macroeconômica", disse a Fitch.

Em nota distribuída nesta quinta-feira, a agência diz acreditar que o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciado na quarta-feira "demonstra o compromisso das autoridades brasileiras com a política fiscal apropriada e sinaliza a intenção do FMI de ajudar a isolar financeiramente o Brasil de choques externos a médio prazo."

Fundamentos

A agência destaca a melhora do balanço de pagamentos do Brasil, o que deve aliviar o peso da dívida externa.

A diversidade do mercado para exportações reforça a posição do país e a Fitch prevê um possível superávit em conta corrente para este ano de quase US$ 3 bilhões, o primeiro resultado positivo desde 1993.

No entanto, uma recuperação da demanda doméstica em 2004 pode levar à volta do déficit, de acordo com a agência.

Isso, combinado com amortizações externas de US$ 36,9 bilhões no próximo ano, deve resultar em alta necessidade de financiamento externo. A Fitch prevê que chegue a 52% das receitas externas correntes, considerada elevada, mas ainda assim abaixo dos 11% registrada em 1999.

O fluxo de capitais externos para o país também melhorou e a média de rolagem das amortizações de dívida de longo e médio prazo está em 85% até setembro, de acordo com cálculos da agência. Esse seria o percentual necessário para manter estáveis as reservas.

Dúvidas

Apesar de ressaltar a melhora, a Fitch aponta algumas dificuldades.

Entre elas, os reajustes superiores a 9% dos salários na iniciativa privada, que sugerem que a "indexação para trás poderia desacelerar o progresso na redução da inflação e, portanto, o afrouxamento monetário (redução de juros) futuro".

Esses acordos salariais também podem aumentar as pressões por reajustes no setor público em 2004, segundo a agência.

A Fitch também chama a atenção para o fato de que as sobras em relação à meta de superávit primário (resultado das contas públicas que exclui receitas e despesas financeiras) vêm caindo.

A agência alerta ainda para as dificuldades de atingir a meta de superávit primário em 2004 se a atividade econômica não se recuperar.

Se esse cenário se confirmar, as autoridades teriam que atingir essa meta "em um ambiente de alto desemprego e expectativas de aumento de gastos sociais."

LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade