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Sony anuncia demissão de 20 mil e nova parceria
A Sony, uma das maiores empresas de aparelhos eletrônicos do mundo, com sede no Japão, anunciou nesta terça-feira que planeja cortar 20 mil empregos ao longo dos próximos três anos. A medida, que representa uma redução de 13% na força de trabalho da companhia, faz parte de um plano de reestruturação anunciado pela empresa. O custo do programa para combater a queda nos lucros da Sony será de cerca de US$ 3,1 bilhões (R$ 8,9 bilhões), 10% maior do que o esperado inicialmente. A Sony também anunciou a formação de uma joint venture com a concorrente sul-coreana Samsung para a fabricação de televisores com tela plana. O acordo, no valor de US$ 2 bilhões (R$ 5,7 bilhões), deve resultar na abertura de uma empresa conjunta na Coréia do Sul no início do ano que vem. A aliança com a Samsung vai garantir à Sony peças para produtos em um setor em que a empresa japonesa ficou para trás de seus principais concorrentes. 'Passo positivo' Analistam afirmam que os planos de reestrutução da Sony precisam ir além das medidas anunciadas, mas definiram a iniciativa como "um bom começo". "Na verdade, estou tomando isso tudo como um passo muito positivo", afirmou John Yang, analista da Standard & Poor's em Tóquio. "É verdade que eles precisam de medidas mais drásticas, mas o importante é que o presidente (da Sony, Nobuyuki) Idei não está apenas falando, ele está agindo." A Sony se tornou alvo de grande pressão nos mercados depois de anunciar que registrou um prejuízo de quase US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,9 bilhões) no primeiro trimestre. O resultado negativo, que chegou a ser chamado de "choque de abril", fez com que o valor da companhia sofresse uma redução de 25% em poucos dias. Vendas O impacto chegou à relação com os consumidores. Desde então, as vendas do video game PlayStation 2 foram menores do que as esperadas, e a divisão de música e cinema da companhia não conseguiu emplacar os sucessos necessários para reverter a fase ruim da Sony. No terceiro trimestre deste ano, as vendas registraram um aumento de 0,4%, a primeira alta em nove meses, mas os lucros foram 25% menores do que um ano antes. O rápido aumento no valor do iene – um dólar, que valia 120 ienes, passou a valer 108 – também atrapalhou o desempenho da Sony ao tornar os produtos fabricados pela empresa japonesa mais caros no exterior. O novo programa de reestruturação da empresa prevê que 7 mil funcionários – pouco mais de um terço do total de cortes – sejam demitidos apenas no Japão. A direção da Sony não revelou onde ocorrerão as outras demissões. Além da venda e fabricação de aparelhos eletrônicos, os serviços de atividades financeiras da Sony também devem passar por mudanças e devem ser reunidos em uma única empresa no ano que vem. |
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