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Brasil só investe 1% do PIB em pesquisa, diz OCDE
O investimento do Brasil em pesquisa e desenvolvimento é de apenas 1% de seu PIB, bem atrás de países desenvolvidos, que investem o dobro – em média 2,2% do PIB - nessa área, de acordo com um estudo da Organização Para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado nesta segunda-feira. A conclusão geral do relatório Science, Technology and Industry Scoreboard (Avaliação da Ciência, Tecnologia e Indústria, em tradução livre) é que o investimento em conhecimento cresceu nos últimos dez anos entre os países que fazem parte da organização, apesar da desaceleração da economia. Para os países que não fazem parte da OCDE – como o Brasil – e que responderam por 17% do total investido em pesquisa e desenvolvimento, esse percentual tende a crescer. "Dez anos atrás esses percentual era muito mais baixo e esperamos que ele cresça mais para os próximos anos, especialmente em países como China e Brasil", disse o economista-estatístico Martin Schaaper, que preparou a seção do relatório relacionada aos países não membros da OCDE. Em termos absolutos, os países que mais investiram em pesquisa e desenvolvimento em 2001 foram Estados Unidos (US$ 282 bilhões), Japão (US$ 104 bilhões) e China (US$ 60 bilhões). Crescimento A China foi um dos que registrou maior crescimento. Mas em relação ao PIB, o investimento em pesquisa e desenvolvimento é equivalente ao do Brasil. "Mas houve um crescimento substancial. Em 1996, por exemplo, a China investia apenas 0,7% do PIB e cresceu agora para 1,1%, de acordo com os últimos números disponíveis, que são de 2001", afirmou Schaaper.
O Brasil tem um bom desempenho quando se trata de investimento em qualificação de recursos humanos. Em 2000, a Rússia teve 26 mil novos graduados em programas de pesquisa avançada (o equivalente a PhDs), enquanto o Brasil teve 20 mil. Para os países membros da OCDE, esse número foi, no total, de 147 mil no mesmo ano. Mas Schaaper faz uma ressalva. "O que é particularmente difícil é fazer uma comparação entre sistemas universitários em diferentes países. Então, é difícil dizer se um PhD em um país tem o mesmo valor que um PhD em outro." De acordo com Schaaper, entre os não membros da OCDE, o país que teve o melhor desempenho nesse estudo foi Israel. "Em termos percentuais, Israel está muito à frente de qualquer país, até mesmo dos membros da OECD. Eles gastam 4,8% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, e isso não inclui os gastos com pesquisa na área de defesa, que são confidenciais." Patentes Dois outros países – Taiwan e Cingapura – estão indo bem, mais ou menos na média dos países da OCDE. E a Eslovênia também merece destaque, segundo Schaaper. "A Eslovênia é um país pequeno, mas está alcançando os países da OCDE. Ela sempre foi uma das mais avançadas das repúblicas da ex-Iugoslávia, sempre esteve mais próxima de países da Europa desenvolvida do que outros países da região." Em relação ao registro de patentes, o outro quesito no qual o Brasil foi avaliado no estudo da OCDE, o desempenho do país é pífio. Em 1998, o último ano sobre o qual há dados disponíveis nessa área, o Brasil registrou apenas 24 grupos de patentes. No mesmo ano, os países da OECD registraram 40 mil grupos de patente. "Essa área é completamente dominada por países da OCDE", disse Schaaper. |
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