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Bolsa de Tóquio tem maior queda desde 11/9
A Bolsa de Tóquio encerrou o pregão desta quinta-feira com uma baixa de mais de 5%, a maior queda em um único dia desde 12 de setembro de 2001, dia seguinte aos atentados em Nova York e Washington. O índice Nikkei, principal indicador local, fechou com uma queda de 554 pontos e terminou o dia em 10.335 pontos. Apesar dos números negativos, os investidores permaneceram em relativa calma e interpretaram a queda como uma reação aos ganhos recentes do Nikkei, que atingiu o maior pico dos últimos 16 meses no início da semana. Embora a baixa não tenha sido encarada como reflexo de uma crise aguda específica, operadores locais manifestaram preocupação com uma possível pressão sobre as ações de empresas de alta tecnologia caso a Sony divulgue resultados ruins nos próximos dias. Altos e baixos Em geral, a postura dos investidores no Japão tem sido relativamente flutuante nas últimas semanas. A economia japonesa tem demonstrado cada vez mais sinais de que está começando a sair da recessão que já dura uma década. O otimismo, no entanto, atraiu fluxos significativos de capital estrangeiro nos mercados de Tóquio, o que provocou dois anos de uma onda de valorização do iene. A alta da moeda local deixou exportadores japoneses em dificuldades - incluindo a Sony, cujo desempenho é crucial para as esperanças de recuperação da economia no Japão. O governo tem realizado repetidas intervenções para derrubar a cotação do iene e chegou a pedir uma cooperação global para reordenar as taxas de câmbio, mas as medidas tiveram pouco efeito. 'Níveis apropriados' A queda do Nikkei nesta quinta-feira, após a baixa registrada em Nova York na quarta, foi bem recebida por alguns analistas. "Isso é o que as recentemente superaquecidas bolsas de Japão e Estados Unidos precisavam", disse Mistugu Kanno, da Shinko Securities. "Com respeito aos preços, o mercado de Tóquio parece ter caído para níveis apropriados." Ao longo deste ano, o índice Nikkei acumula uma alta de mais de 25%. |
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