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Parlamento alemão aprova reformas de Schröder
A câmara baixa do Parlamento alemão aprovou, com uma estreita margem, um controverso programa de reformas sociais e trabalhistas proposto pelo chanceler Gerhard Schröder. A aprovação das mudanças é considerada uma prova de fogo para Schröder, que ameaçou renunciar caso seu próprio partido, o Social Democrata, não apoiasse suas propostas. Alterações de última hora convenceram deputados rebeldes do partido social democrata – que governa o país em uma coalizão com o Partido Verde – a votar a favor das reformas, que foram aprovadas por 306 votos a favor, contra 291. Entre as principais propostas aprovadas estão a redução do seguro-desemprego e de outros benefícios para desempregados, regras que facilitam demissões e cortes na subvenção da casa própria. Também foi aprovado um corte de impostos que Schröder quer implementar em janeiro de 2004, um ano antes do previsto. Alterações É provável, no entanto, que as propostas ainda sejam alteradas já que elas terão de passar pelo Senado, que é controlado pela oposição ao governo. O argumento do chanceler é que os cortes em impostos – e outras reformas que incluem a redução dos gastos com saúde, aposentadoria e auxílio-desemprego – vão tirar a Alemanha da recessão. Líderes sindicais alemães atacaram os planos, que consideram uma "traição". Durante uma conferência nacional de sindicalistas, nesta semana, Schröder foi interrompido várias vezes pelos presentes, quando falava sobre o assunto. O chanceler defende que os cortes significarão uma injeção de 15 bilhões de euros (R$ 50 bilhões) na economia do país. Com a economia estagnada, a Alemanha tem mais de 4,5 milhões de desempregados e acumula um grande déficit orçamentário. |
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