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C-Bond é o título brasileiro preferido dos investidores
O C-Bond é o título brasileiro preferido pelos investidores estrangeiros, de acordo com o economista Sérgio Santos, da BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros). Sua remuneração é atrativa porque, como outros títulos brasileiros, o Brasil tem que pagar mais ao investidor do que países vistos como mais seguros. A performance dos C-Bonds ao longo do tempo mostra a forma como a credibilidade do país foi afetada e é o parâmetro para o cálculo da taxa de risco que o Brasil tem que pagar. Esse número estipula quanto um país tem que pagar a mais ao investidor estrangeiro que compra seus títulos em relação à remuneração oferecida pelos Estados Unidos pelos títulos emitidos pelo Tesouro americano. Investidor Atualmente, a taxa de risco do Brasil está em 576 pontos básicos. Isso quer dizer que, em média, o país tem que pagar 5,76% a mais do que os Estados Unidos por seus títulos. Essa, por sinal, é a menor taxa, desde julho de 1998. A decisão entre um título mais seguro, que normalmente paga menos, e outro mais rentável, depende do perfil do investidor, que pode ser mais arrojado, preferindo ganhar mais mesmo com risco. Segundo números da consultoria financeira Global Invest, a taxa brasileira é bem mais alta do que a do México, por exemplo, que está em 199 pontos. Países da América do Sul como o Peru e a Colômbia também têm classificações menores do que a do Brasil, com 299 e 405 respectivamente. Independentemente da natureza (cambial ou pré-fixado), do título, essa diferença de remuneração estabelecida pela taxa de risco é que de fato determina a atratividade (em termos de rentabilidade, não de risco) do papel. Cada papel, por sua natureza, é mais ou menos adequado para determinados tipos de investidores. Quem quer mais liquidez, normalmente, procura C-Bonds. O que é Como o C-Bond é o papel brasileiro mais procurado pelo investidor estrangeiro, segundo Santos, ele é visto como uma espécie de termômetro da economia do país. O título foi emitido pelo governo brasileiro em 1994, para o investidor externo. O objetivo era renegociar a dívida externa brasileira. O C-Bond é um título pré-fixado e sem garantias, ao contrário de outro papel voltado para o investidor estrangeiro, o Par-Bond, para o qual o governo depositou um valor equivalente ao principal para cobrir perdas de investidores, além de pagar uma remuneração de 6% ao ano. A remuneração dos C-Bonds é de 4% de juros por semestre, pagos pelo governo também duas vezes por ano. Seu vencimento é em 2014. Se a procura pelos títulos sobe, isso normalmente é interpretado por analistas como um sinal de que o mercado acha que o Brasil vai bem, e vice-versa. Em 1999, com a desvalorização cambial no Brasil, o valor dos títulos despencou em cerca de 50%, queda semelhante à ocorrida na crise dos Tigres Asiáticos, em 1997. O valor negociado agora é de cerca de 90% do valor de face do título. |
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