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Atualizado às: 15 de outubro, 2003 - 11h51 GMT (08h51 Brasília)
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Relação com a China se torna estratégica para o Brasil

Trabalhadores chineses
Entrada da China para a OMC teria incentivado as relações bilaterais

Em pouco mais de cinco anos, os negócios da China deixaram de ser apenas uma expressão curiosa da língua portuguesa.

Nesse período, a balança comercial entre o Brasil e o país mais populoso do mundo passou de quase nula para uma posição de crescente importância para os brasileiros.

Nos últimos oito meses, as vendas brasileiras à China cresceram 125% e bateram na casa dos US$ 3 bilhões.

Na opinião de especialistas, a percepção dos dois países de que eles poderiam ser bons parceiros comerciais ajudou a aumentar a cooperação.

Além disso, e mais significante ainda, foi a entrada da China para a Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2001, que deu impulso às relações bilaterais e derrubou muitas barreiras e tarifas comerciais.

Para muitos observadores, a melhor relação é um objetivo natural.

Tanto o Brasil como a China têm áreas territoriais extensas e são mercados emergentes.

"Ao contrário do que ocorria no passado, e também em um nível político, o Brasil vê a China como uma prioridade, próxima de regiões mais tradicionalmente importantes como a da União Européia e os Estados Unidos", afirmou o cônsul João Mendonça.

O governo anterior estabeleceu boas relações com a China, mas o atual coloca mais ênfase em uma troca mútua. "A China e o Brasil têm uma visão semelhante do mundo em assuntos como a importância política da ONU (Organização das Nações Unidas), a importância da cooperação internacional para a proteção dos povos e de como resolver os conflitos do mundo", afirmou Mendonça.

Economicamente, a política dos dois países favorece a relação comercial. A China, apesar de ter intenções de manter relações positivas com parceiros importantes como os Estados Unidos e a União Européia, também valoriza a troca estabelecida com outros países, como o Brasil.

No início dos anos 90, por exemplo, várias empresas brasileiras abriram escritórios em Pequim. Muitas delas tinham o objetivo de participar do projeto Three Gorges no rio Yang Tzé, o maior projeto hidrelétrico do mundo.

A maior parte dos contratos foi para a empresa francesa Alston. Mesmo assim, segundo Jim Liu, do departamento de negócios da Embaixada Brasileira em Pequim, algumas empresas brasileiras conseguiram obter acordos.

Investimento estrangeiro

A China vem tentando atrair investimento estrangeiro há 25 anos. Agora, o objetivo do país é obter uma estrutura mais organizada que venha a encorajar o investimento de capital estrangeiro.

Atualmente, mais de 400 das 500 principais empresas do mundo lançaram operações na China, das quais 30% montaram escritórios regionais.

Há expectativas de que as vantagens atualmente oferecidas pela China para atrair o capital estrangeiro deixarão de existir uma vez que o país cumpra todas as exigências da Organização Mundial do Comércio.

Mas o diretor-geral do departamento de investimento estrangeiro do Ministério do Comércio chinês, Hu Jingyan, garante que a China não tem planos de mudar a sua política e de dar aos investidores estrangeiros o mesmo tratamento dado às empresas nacionais.

"Ao contrário, o governo chinês irá implementar mais políticas para incentivar o investimento estrangeiro, particularmente por multinacionais", afirma Hu.

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