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Atualizado às: 30 de setembro, 2003 - 09h21 GMT (06h21 Brasília)
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Ásia é região com maior crescimento, diz estudo
China - Sars
A Sars teve um forte impacto econômico na região asiática

A Ásia deve se manter como a região de maior crescimento econômico do mundo, apesar dos impactos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês), de acordo com um estudo do Banco Asiático de Desenvolvimento.

O vírus da Sars, que matou mais de 900 pessoas, também deixou um rastro de cerca de US$ 60 bilhões em prejuízos.

No entanto, o banco diz que a reação rápida e determinada dos governos da região ajudou a diminuir o impacto da Sars em países como Cingapura e China.

O relatório ainda ressalta que as boas perspectivas da região são "ainda mais admiráveis" diante do fraco desempenho das economias dos Estados Unidos e da zona do euro no primeiro semestre.

O banco prevê que a Ásia, excluíndo o Japão, vai crescer 5,3% neste ano e 6,1% em 2004.

A rápida expansão da China é apontada como a principal responsável pelo desempenho da região, mas a contribuição de Cingapura e da Tailândia também teriam sido importantes.

Riscos

Apesar dos prognósticos positivos, a região ainda corre riscos, segundo o estudo, já que uma nova epidemia de Sars não pode ser descartada. Além disso, ela pode sofrer o impacto do medo de “atentados terroristas e com a incerteza da recuperação global”.

A economia do Japão é a segunda maior do mundo e enfrenta uma recessão há dez anos. Normalmente, ela é retirada do relatório.

Neste ano, os economistas do banco ainda aguardam para ver se a recuperação da economia americana pode arrastar o Japão para fora de sua crise.

Os índices de desemprego no país, divulgados nesta terça-feira dão sinais de melhora, com o desemprego alcançando a menor taxa em dois anos: 5,1%.

No entanto, o secretário-chefe do gabinete japonês, Yasuo Fukuda, alertou contra o excesso de otimismo.

"Os números foram recebidos como boa notícia, mas ainda achamos que o ambiente é duro", disse Fukuda.

A sua cautela foi ressaltada por uma queda surpreendente na produção industrial, devido à queda na demanda por máquinas industriais.

A queda de 0,5% foi a primeira em dois meses e ressaltou o fato de ainda ser muito cedo para se falar na recuperação japonesa.

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