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Atualizado às: 10 de setembro, 2003 - 01h47 GMT (22h47 Brasília)
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Egito adere ao Grupo dos 20 em Cancún

Celso Amorim, ministro de Relações Exteriores
Ministro disse que o grupo deverá manter sua unidade até o fim

A primeira reunião a nível ministerial do recém-formado Grupo dos 20 (G-20), que reúne países em desenvolvimento unidos em uma proposta alternativa para as discussões do setor de agricultura na OMC (Organização Mundial do Comércio), foi, na realidade, a reunião do G-21.

Na entrevista coletiva concedida após a reunião, o ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, anunciou a adesão do Egito, ampliando a representatividade do grupo para mais de 60% da população mundial e mais de 65% dos produtores rurais do planeta.

"Fomos capazes de colocar agricultura no centro da rodada de desenvolvimento, o que deixa claro que não vai haver progressos em outras áreas se não houver progresso na agricultura", disse o ministro Amorim.

Ao lado de ministros da China, Argentina, Índia, África do Sul e Costa Rica, o ministro brasileiro ressaltou que a entrada do Egito ajuda a refletir a capacidade do grupo de unir países muito diferentes por uma causa comum.

"Pela primeira vez um grupo tão grande de países, em dimensão e também em matéria de população, se junta para lutar por um objetivo comum", afirmou.

Unidade

Os ministros deixaram claro que o G-21 considera absolutamente necessário que o documento apresentado à OMC com suas propostas – que incluem a redução até a eliminação dos subsídios à exportação e o maior acesso ao mercados dos países desenvolvidos para os seus produtos agrícolas – seja usada como base para as discussões da 5ª Conferência Ministerial da OMC que se inicia nesta quarta-feira.

Eles abriram a possibilidade de que as discussões agrícolas se dêem ponto por ponto e ressaltaram que acreditam ter um apoio de um grande proporção da população mundial.

De acordo com Amorim, o aspecto fundamental "é manter a (...) unidade, e ela vai ser testada em todos os momentos até o fim da conferência".

A grande incógnita é se a China, em sua primeira negociação como membro da OMC, manterá o seu apoio ao grupo.

Questionado pela BBC Brasil se ele acredita que a China suportará as pressões e ofertas para abandonar o grupo, o ministro Amorim disse acreditar que o país ficará até o fim.

Ele afirmou que representantes do grupo vão se encontrar todos os dias durante a conferência, e que "todos estão na luta para conseguir que o comércio agrícola seja liberalizado, levando em conta os interesses dos países em desenvolvimento".

Os ministros fizeram um pedido para que a OMC inclua a proposta apresentada pelo grupo nos documentos que disponiliza para a conferência e chegaram a dizer aos jornalistas para que eles requeiram o documento à organização.

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