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Economia do Japão mostra sinais de melhora
O ritmo da economia japonesa cresceu em abril e junho. O aumento do investimento privado e uma inesperada elevação de consumo pessoal estiveram por trás da melhor taxa de crescimento em nove meses. Números divulgados pelo governo mostraram que, no segundo trimestre de 2003, a economia do Japão cresceu 0.6%, bem acima dos 0.2% previstos pelos economistas. Os preços de ações responderam fortemente às notícias, na medida em que os investidores optaram por apostar em companhias imobiliárias e grandes bancos. Os dois setores estão entre os mais atingidos pelos maus tempos econômicos que o Japão tem vivido nos últimos dez anos, o primeiro deles afetado pela queda de preços e o segundo pressionado por dívidas de trilhões de ienes. Alívio "As notícias defintivamente são boas e sugerem que a expansão (da economia do país) está continuando", disse Peter Morgan, economista-chefe da divisão de garantias do banco HSBC. "As coisas podem melhorar ainda mais no segundo semestre deste ano", completou ele. As boas notícias foram recebidas com alívio pelo primeiro-ministro Junichiro Koizumi. O mandato de Koizumi como presidente do partido Liberal Democrático termina no próximo mês. Boas notícias sobre a economia o ajudarão nas eleições que decidirão se ele continuará à frente da legenda. A contribuição da elevação do consumo pessoal é particularmente bem-vinda, já que a relutância dos consumidores japoneses em gastar tem sido um fator importante para as dificuldades enfrentadas pelo país. O consumo subiu 0.3%, ajudado, em parte, pelo fato de centenas de milhares de viagens ao exterior terem sido canceladas por causa do vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês), o que fez com que o dinheiro acabasse sendo gasto dentro do país. Os gastos relativos ao financiamento da casa própria tiveram um desempenho pior, caindo 0.4%. Mas isso foi mais do que contrabalançado pela renovada vontade das empresas privadas de investir, depois de anos de estagnação. A queda no número de pessoas sem emprego, que foi registrada há duas semanas, pela primeira vez em três meses, também contribuiu para um otimismo cauteloso no Japão. |
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