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Fed mantém taxa de juros a 1% nos EUA
O Federal Reserve, o Banco Central americano, decidiu manter a taxa básica de juros do país em 1% nesta terça-feira. O banco também indicou que os juros vão permanecer baixos por algum tempo, dizendo que não há chance de uma subida acentuada dos preços. Em uma nota, a instituição afirmou que "a probabilidade, apesar de pequena, de uma nada bem-vinda queda na inflação é mais provável do que a hipótese de aumento da inflação". Como resultado, o Fed argumenta que, sem o risco de inflação, "a atual política pode ser mantida por um considerável período". Cortes Em sua última reunião, no fim de junho, o Fed cortou suas taxas de juros em 0,25%, na esperança de que a economia se recuperasse. Agora, há vários sinais de que a recuperação já começou, mas não está claro se será suficiente para diminuir o índice de desemprego, atualmente em 6,2%. Números preliminares mostram que o PIB americano cresceu a uma taxa de 2,4% no período de abril a junho, comparado com o mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre, o crescimento tinha sido de 1,4%. O Fed prevê que o crescimento vai acelerar na segunda metade do ano. Entretanto, muitos economistas acreditam que seria necessário crescer a taxas de 3,5% a 4% para baixar o desemprego, especialmente porque alta de produtividade continuada significa que as empresas podem produzir mais com menos trabalhadores. Crescimento Entre os sinais promissores de futuro crescimento econômico, pode ser apontado o desempenho do comércio, com vendas em grandes lojas 3,1% maiores do que no mesmo período do ano passado. "Como tendência de crescimento, os consumidores estão atrasando as compras o máximo possível e esperando as liqüidações", mostra uma pesquisa semanal da Redbook. Entretanto, fortes vendas do varejo podem ajudar a persuadir o Federal Reserve a segurar novos cortes na taxa de juros até que a situação se delineie mais claramente. Enquanto isso, pelo quarto trimestre consecutivo, vários gigantes do varejo americano registraram lucros maiores que os previstos por Wall Street. O temor de que pudesse haver deflação nos Estados Unidos reforçou a política de juros baixos das autoridades monetárias. Especulava-se que, com queda ainda mais acentuada dos juros, o Fed poderia usar métodos menos ortodoxos como comprar papéis do tesouro nacional para evitar uma queda maior de preços. Mas os últimos números da inflação mostram que os preços ainda estão subindo, o que sugere que a deflação não é um risco imediato. |
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