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EuroDisney avisa que pode deixar de pagar dívidas
A EuroDisney avisou nesta sexta-feira que pode ter que deixar de pagar algumas de suas dívidas depois de ter sido atingida pela forte desaceleração no turismo europeu. A empresa disse que está buscando ajuda de seus bancos e um novo financiamento da Walt Disney Corporation of America. A informação está em um comunicado à imprensa divulgado em Paris pela própria operadora do parque temático da Disney em Marne La Vallee, perto da capital francesa. O comunicado diz que nos últimos três meses foi registrada uma desaceleração significativa e sustentada em viagens e turismo na Europa e, como resultado, a Eurodisney não conseguirá atingir seus objetivos em número de visitantes ou de reservas de hotel. Apoio A iniciativa atraiu críticas de pessoas envolvidas em resolver uma crise financeira anterior da empresa, em 1994. "Quando você esquece suas prioridades, quais são seus clientes e produtos, e você administra uma organização financiera, é isso que acontece", disse Pierre-Yves Gerbeau, ex-diretor da EuroDisney. O principal apoio do parque temático, a Walt Disney Corporation of America, já disse que não vai insistir em pagamento imediato de royalties e taxas de administração devidos por este ano e pelo próximo. No entanto, mesmo com o apoio da empresa matriz, a EuroDisney avisou que pode quebrar condições fixadas em seus empréstimos bancários. Bancos A resposta dos bancos poderia ser retirar seu apoio, mas é improvável que façam isso. Eles já têm mais de US$ 1 bilhão investidos no parque temático, e esse dinheiro estaria em risco se eles retirassem o apoio. Muito vai depender da atitude da Walt Disney Corporation, que detém um terço da EuroDisney. E é quase inconcebível que a Walt Disney vá retirar o apoio ao parque temático de Paris. O presidente da EuroDisney, Andre Lacroix, claramente pensa que pode haver mais dinheiro. Lacroix disse que a empresa fez o suficiente em 13 anos de existência para convencer seus credores e a Walt Disney Corporation a chegarem ao que descreveu como "uma solução mutuamente aceitável para as nossas futuras necessidades de financiamento". |
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