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Senado dos EUA aprova livre comércio com Chile
O Senado dos Estados Unidos aprovou na quinta-feira os tratados de livre comércio do país com o Chile e com Cingapura. Os dois acordos - que já haviam recebido o aval da Câmara dos Representantes há uma semana - foram os primeiros a ser fechados pela administração Bush usando o conjunto de leis conhecido como "Fast Track", que tem o objetivo de facilitar acordos comerciais. O mecanismo estabelece que o Congresso deve aprovar ou rejeitar os projetos de acordos que lhe são submetidos na íntegra, ou seja, sem poder fazer emendar. O Senado aprovou o acordo do Chile por 66 votos contra 31 e o de Cingapura por 66 a 32, e agora o presidente George W. Bush tem dez dias para promulgá-los. "As amplas margens de vitória mostram que quando há acordos de real livre comércio com benefícios tangíveis para empresários, trabalhadores e consumidores, o Congresso apóia a abertura de mercado", afirmou o representante de Comércio americano, Robert Zoellick. Críticos dos acordos dentro dos Estados Unidos alegam que, com a economia do país em dificuldades, a última coisa da qual os americanos precisam é a entrada maciça de produtos e serviços baratos vindos de fora. Chile Cingapura é um dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos - a balança comercial entre os dois países registra cerca de US$ 40 bilhões ao ano. No caso do Chile, o acordo está sendo visto como um reconhecimento das políticas de livre mercado adotadas nos últimos anos. De fato, os termos do acordo - que deve elevar o comércio bilateral de US$ 3,6 bilhões para US$ 5 bilhões ao ano - estavam estabelecidos desde fevereiro deste ano. O adiamento foi atribuído ao desgaste nas relações entre os dois países por causa da oposição chilena à guerra contra o Iraque. Para o embaixador do Chile em Washington, Andrés Bianchi, a aprovação significa que o seu país se incorpora a um clube muito seleto, que tende a melhorar a imagem financeira do país e reduzir os custos do financiamento externo. Mas, antes que entre em vigor - o que está previsto para o início do ano que vem - os Parlamentos do Chile e de Cingapura também terão que aprovar a proposta. No Chile, a expectativa é que o Congresso aprove o acordo no mês de setembro. Alca Acredita-se que a aprovação da proposta é importante porque ela poderá servir como modelo para acordos semelhantes com outros países. Um exemplo seria o acordo que está sendo estudado entre os Estados Unidos e um grupo de países da América Central. Também os acordos previstos com a criação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) poderão se espelhar nos aprovados pelo Legislativo em Washington. Os acordos fechados com Chile e Cingapura representam o livre comércio da maior parte dos produtos e serviços, além de estabelecer um mecanismo para resolução de conflitos comerciais e lançar legislação para proteção de propriedades intelectuais. Atualmente, apenas quatro países têm acordos semelhantes com os Estados Unidos: o Canadá e o México parceiros americanos no Nafta (Tratado de Livre Comércio da América do Norte), Jordânia e Israel. |
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