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Atualizado às: 28 de julho, 2003 - 11h39 GMT (08h39 Brasília)
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Controladora da Embratel é novamente investigada por fraude
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Os escândalos da WorldCom e de outras grandes empresas dos EUA destruíram a credibilidade das companhias do país

A Justiça federal dos Estados Unidos requisitou documentos da empresa falida WorldCom, proprietária da Embratel, para investigar as tarifas que a unidade responsável por telefonemas a longa distância da WorldCom, a MCI, pagou a outras companhias telefônicas.

A companhia americana confirmou que os documentos haviam sido requisitados, embora tenha se recusado a discutir os detalhes, informou a agência de notícias Reuters.

Entretanto, jornais e agências de notícias disseram que fontes dentro da WorldCom estão vinculando a investigação a denúncias de que a MCI teria fraudado outras companhias telefônicas em milhões de dólares ao longo de quase uma década.

De acordo com informações publicadas pelo jornal The New York Times, no domingo, as ligações internacionais teriam sido mascaradas como ligações locais para que a MCI não tivesse de repassar as tarifas a outras companhias telefônicas.

Concordata

A WorldCom, segunda maior empresa de telefonia de longa distância dos Estados Unidos, pediu concordata quando foi revelada a existência de um rombo de US$ 11 bilhões nas contas da companhia.

Em maio deste ano, a MCI concordou em pagar uma multa recorde de US$ 500 milhões ao órgão que fiscaliza as atividades financeiras nos Estados Unidos, a SEC. A notícia, na época, gerou esperanças de uma possível recuperação da MCI.

Segundo o New York Times, a nova investigação foi baseada em documentos internos e informações de ex-executivos da MCI e de três outras companhias telefônicas: AT&T, SBC Communications e Verizon.

O jornal reconheceu, no entanto, que tanto a AT&T como a SBC Communications e a Verizon são velhas rivais da MCI, e têm suas razões para tentar atrapalhar o plano da concorrente de se reorganizar e sair da falência.

A WorldCom divulgou uma nota informando que está levando o assunto muito a sério. "Vamos cooperar plenamente com qualquer investigação", dizia o documento.

Seus concorrentes, no entanto, dizem que a empresa deveria ser liquidada e seus ativos vendidos (o que inclui o controle da Embratel) para pagar as dívidas.

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