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53% dos CDs vendidos no Brasil são ilegais
O Brasil está entre os dez países onde é mais grave a situação da pirataria de CDs no mundo, segudo a IFPI, organização que representa a indústria fonográfica internacional. Mais da metade, 53%, dos CDs vendidos no mercado brasileiro são piratas, de acordo com o levantamento da entidade. A IFPI diz que esse comércio ilegal movimentou US$ 166 milhões em 2002 no Brasil. Cresceu 19% no ano passado, e o mercado legal, apenas 2%. Essa situação está ameaçando a produção de música brasileira, de acordo com a IFPI. Além do Brasil, estão nessa lista negra China, México, Paraguai, Polônia, Rússia, Espanha, Taiwan, Tailândia e Ucrânia. Mercado bilionário O mercado global de música pirata, segundo a IFPI, movimentou US$ 4,6 bilhões no ano passado. Foram vendidos mais de um bilhão de CDs pirateados no mundo. Isso significa que um em cada três CDs comercializados é ilegal, de acordo com a organização. O relatório da IFPI divulgado ontem diz que a pirataria na música está ligada a outros crimes, inclusive exploração de mão-de-obra barata de imigrantes ilegais, segundo Jay Berman, presidente da organização. A situação é mais grave na China, onde 90% do mercado de CDs e fitas cassetes são piratas, informa o relatório. Esse comércio está avaliado em US$ 530 milhões no país. Empregos De acordo com a IFPI, a pirataria explodiu no Brasil, passando de 5% do mercado de CDs em 1997, para 53% em 2002. O mercado legal de CDs vendeu 80 milhões de unidades no ano passado, e o mercado pirata, 114 milhões. Nos últimos dois anos, foram fechados dois mil pontos legais de venda de Cds no Brasil por causa da pirataria, segundo o relatório. Pelo menos 55 mil empregos no setor foram perdidos e o mercado legítimo de fitas cassetes no país deixou de existir. A IFPI quer que os governos do mundo inteiro, em especial dos dez países em que a situação é mais grave, tomem medidas para conter a pirataria no setor. |
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