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Atualizado às: 03 de julho, 2003 - Publicado às 17h28 GMT - 14h28 (Brasília)
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Desemprego nos EUA surpreende e atinge maior valor em 9 anos
Americano com bandeira
Os americanos temem uma queda no consumo agora

A taxa de desemprego nos Estados Unidos chegou a 6,4% no mês de junho e atingiu com isso o maior valor desde março de 1994.

O aumento no mês, de 0,3 ponto percentual, também foi o maior desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

Em maio, a taxa de desemprego tinha ficado em 6,1%, e analistas previam apenas um pequeno aumento, para 6,2%.

"É mais feio do que parece", disse Stuart Hoffman, economista-chefe do banco PNC. "Houve redução de empregos no setor privado por cinco meses seguidos."

Três meses

Só nos últimos três meses, 913 mil pessoas ficaram desempregadas nos Estados Unidos.

No mesmo período, o mercado de ações disparou. O principal índice da Bolsa de Nova York, o Dow Jones, subiu quase 15%, com o otimismo causado pela perspectiva de recuperação da economia americana.

Nesta quarta-feira, por causa dos números negativos do desemprego, o Dow Jones caía 0,5% por volta das 13h30 (hora de Brasília).

Nos últimos dois anos, 2,6 milhões de empregos foram cortados na indústria americana, apesar de parte desses empregos terem migrado para o setor de serviços.

Um dado que preocupa os economistas americanos é o número de pessoas que estão há muito tempo sem emprego, segundo o critério americano, pelo menos 27 semanas (pouco mais de seis meses).

Em junho, elas contabilizaram 2 milhões, contra 1,6 milhão no início do ano.

Mas nem todos os economistas estão pessimistas.

"Acho que estamos entrando em uma fase de crescimento, mas ainda haverá demissões até o fim do ano", disse o estrategista-chefe da empresa de consultoria Pustorino, Puglisi & Co.

Ele explicou que as demissões no início do período de recuperação de uma economia são normais porque as empresas demoram para perceber a melhora na conjuntura econômica.

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