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Índia passa de devedora a credora do FMI
A Índia vai começar a contribuir com o Fundo Monetário Internacional, o FMI, para ajudar países em dificuldades financeiras. De acordo com o Banco Central indiano, o país está pronto para se juntar ao programa do FMI por causa de suas reservas de moeda estrangeira e do equilíbrio de sua balança de pagamentos. Para o banco, a decisão indiana marca a mudança da reputação que a Índia tinha de devedora crônica. "Com isso, a Índia se tornou um credor do FMI", disse o banco, em um comunicado. Dívidas A Índia destinou 205 milhões de Direitos Especiais de Saque - a moeda do FMI, o equivalente a R$ 890 milhões - em duas transferências ao fundo em maio e junho. O país luta para melhorar sua imagem com organizações internacionais, na esperança de - com a ajuda de sua enorme população e sua influência regional - conseguir um assento no Conselho de Segurança da ONU. A Índia pagou suas dívidas com o FMI há três anos. O grosso da dívida vinha de um empréstimo de US$ 2,5 bilhões (R$ 7,4 bilhões) pedido em 1991, quando uma repentina retirada de capital de indianos que moravam no exterior e o aumento nos preços do petróleo prejudicaram a economia. Indicadores Desde então, os principais índices econômicos indianos têm sido positivos. As reservas de moeda estrangeira, por exemplo, somam mais de US$ 80 bilhões (cerca de R$ 240 bilhões). O país também retomou seu crescimento, com média de 5% em anos recentes - apesar de ter crescido apenas 4,3% no ano fiscal 2002-2003, por causa da seca que prejudicou a agricultura. Mas o FMI lançou dúvidas sobre a capacidade de a recuperação econômica da Índia ser suficiente para lidar com a pobreza que atinge a maioria de sua população. O fundo disse que o país precisa crescer pelo menos 8% ao ano para reduzir a pobreza. E, apesar de a Índia estar livre de dívidas com o FMI, a instituição lembrou que o governo indiano deve para outros países e mercados financeiros internacionais o equivalente a 80% de seu Produto Interno Bruto. |
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