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Reunião discute ações contra fast food nos EUA
Advogados americanos se reúnem nesta sexta-feira, em Boston, para participar da primeira grande conferência para discutir a melhor maneira de processarem as empresas de fast food do país. John Banzhaf, um dos participantes mais conhecidos do encontro, já enviou uma carta às principais cadeias de fast food pedindo que sejam exibidos avisos nas lojas alertando para os supostos perigos representados pela natureza viciante de seus cardápios. A conferência acontece justamente na época em que o Congresso americano discute um projeto de lei que protege restaurantes de pessoas obesas que queiram lhes acusar de serem culpados pelo excesso de peso. Mais de três em cada cinco americanos está acima do peso e um em três é obeso por ano, morrem cerca de 100 mil pessoas por doenças relacionadas à obesidade. Dependência Em janeiro, pesquisadores americanos alegaram ter descoberto indícios de que as pessoas podem ficar dependentes do açúcar e da gordura do fast food. O estudo é altamente polêmico, mas deverá ser usado como prova em alguns julgamentos que devem acontecer nos Estados Unidos nos próximos meses, segundo a correspondente da BBC em Nova York, Jane Standley. O advogado John Banzhaf, conhecido por sua campanha contra a indústria do tabaco, afirmou querer que as seis empresas para as quais mandou cartas entre elas McDonald's e Kentucky Fried Chicken conheçam a pesquisa. A conferência de Boston vai discutir estratégias para processar as cadeias de fast food e formas de impedir a presença delas nas escolas americanas, onde costumam ter máquinas automáticas e franquias, segundo a correspondente da BBC. Excessos Um grupo de adolescentes de Nova York já processou a rede Mc Donald's, mas o caso foi fechado pelo juiz Robert Sweet com a seguinte sentença: "Não é o papel da lei protegê-los contra os seus próprios excessos." O projeto de lei que está sendo discutido no Congresso americano quer impedir pessoas acima do peso de tentar indenizações na Justiça de restaurantes e fabricantes de alimentos. Alguns acusam os advogados de estarem tentando aumentar os seus lucros com esses casos. "Culpar a indústria dá muito dinheiro", disse Reichard Berman, diretor-executivo do Centro para a Liberdade de Consumo. |
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