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Atualizado às: 27 de junho, 2003 - Publicado às 05h52 GMT - 02h52 (Brasília)
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Em dia de Copom, Palocci destaca inflação em queda

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, evitou nesta terça-feira falar diretamente sobre a decisão do Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que está reunido e divulga nesta quarta-feira a nova taxa de juros, mas ressaltou a tendência declinante da inflação.

"Não tenho dúvida que o cenário hoje é melhor do que há seis meses, há cinco meses, há quatro meses, há três meses, há dois meses e há um mês, e hoje é melhor do que ontem", afirmou o ministro em Assunção, onde participa da reunião do Conselho do Mercosul.

Palocci citou a pesquisa do Banco Central com a expectativa do mercado, que mostra uma taxa de inflação de 7,76% esperada para os próximos 12 meses – muito próxima, portanto, da meta de 8% para este ano estabelecida no acordo com o Fundo Monetário Internaciona (FMI).

O temor do Banco Central é que com a redução dos juros, hoje em 26,5% depois de duas elevações neste ano, a inflação volte a aumentar.

Cautela

Apesar de salientar as expectativas positivas, ele disse que é preciso ser "implacável" na luta contra a inflação. "Não podemos ter nenhuma leniência, nenhuma vacilação nesta luta prioritária do governo", afirmou.

O ministro também citou como sinais positivos a redução do risco Brasil, que nesta semana ficou abaixo dos 700 pontos, a valorização dos papéis brasileiros no exterior e a emissão de novos títulos com vencimento em dez anos, na semana passada, com juros menores do que a emissão anterior.

Palocci disse que a pressão da sociedade brasileira para que o Copom reduza os juro tem um lado positivo. "Mostra que as pessoas querem que o Brasil cresça. Nós também queremos", afirmou, ressaltando que o Copom tem que cumprir as metas de inflação estabelecidas pelo governo.

E aproveitou para criticar a remarcação de preços.

"É preciso que todos os agentes econômicos participem do processo de combate à inflação, não apenas pressionando o Copom, mas também coordenando preços", afirmou. "É hora de todos reduzirem a remarcação de preços e trabalhar olhando para o futuro, porque o futuro do Brasil é um futuro de crescimento."

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