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Argumentos finais do caso Jackson são apresentados | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Promotoria e defesa do caso Michael Jackson terão sua última chance de influenciar os jurados nesta quinta-feira, quando devem apresentar seus argumentos finais no tribunal em Santa Marina, no Estado americano da Califórnia. Os jurados do julgamento em que o cantor Micahel Jackson é acusado de abusar sexualmente de um menor devem começar suas deliberações na sexta-feira. Eles foram instruídos pelo juiz Rodney Melville sobre como chegar a um veredito. O magistrado afirmou que os jurados podem levar em conta acusações passadas feitas contra Jackson que não resultaram em indiciamento e que não fazem parte do processo atual. Segundo Melville, essas acusações devem ser consideradas apenas se servirem para provar que o cantor planejou ou elaborou esquemas para cometer os crimes dos quais está sendo acusado. As alegações de que Jackson deu bebidas alcoólicas a Gavin Arvizo, o jovem que o está acusando de abuso sexual, serão incluídas em uma categoria à parte, para ofensas consideradas menores. 'Pena ou preconceito' O juiz disse aos jurados que eles devem chegar a uma decisão baseada em fatos e na lei, sem "pena ou preconceito" em relação ao cantor. Oito mulheres e quatro homens foram informados pelo juiz Melville que devem tentar discernir a verdade nos 130 depoimentos ouvidos ao longo dos três meses do julgamento. Jackson, de 46 anos, diz ser inocente das dez acusações formuladas contra ele, inclusive de abuso de um menor e conspiração para seqüestrar a família da suposta vítima. Se considerado culpado, o astro pop pode pegar pena de até 20 anos de prisão. O enviado da BBC a Santa Maria, Daniel Lak, afirma que a promotoria deve argumentar que Jackson tem um histórico de coagir jovens a cometer atos indecentes. Acredita-se que a defesa alegará que a família que vem acusando Jackson não tem credibilidade e está agindo sob motivação financeira. Os jurados devem atuar a portas fechadas por cerca de seis horas por dia até que alcancem um veredicto ou que tenham de interromper suas atividades devido a um impasse. |
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