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Atualizado às: 15 de outubro, 2004 - 13h26 GMT (10h26 Brasília)
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Assassino de Lennon diz que 'buscava fama'
Mark Chapman
Chapman teve negado mais de um pedido de liberdade condicional
O assassino de John Lennon, Mark Chapman, disse que matou o ex-Beatle John Lennon porque queria "roubar" a sua fama.

"Hoje em dia sou um 'ninguém' mais importante do que eu era antes", disse Chapman, de 49 anos.

As declarações foram feitas durante uma audiência frente à comissão que avaliou seu pedido de liberdade condiconal.

O pedido, o terceiro feito por Chapman, foi negado no início deste mês.

O assassino de Lennon está preso desde 1980, quando disparou cinco tiros contra o ex-Beatle.

Situação pior

Mas durante seu pedido por liberade, Chapman acrescentou que hoje vive em situação muito pior do que quando era um total desconhecido.

"Agora, as pessoas me odeiam, em vez de sentirem algo positivo por mim. Essa é uma situação pior", afirmou.

"Devido à dor e ao sofrimento que causei, eu mereço exatamente o que eu tenho hoje em dia", disse.

Ele contou ainda ter preparado o assassinato do ex-Bealte durante três meses e que pensou em matar outras celebridades que ele considerava serem "falsificadas".

Ele já havia viajado a Nova York anteriormente para tentar matar Lennon, mas não conseguiu assassiná-lo na ocasião.

Após a tentativa, ele viajou para o Havaí, onde encontrou um livro que trazia fotografias do cantor e compositor.

Chapman afirmou que isso o deixou com raiva e, segundo ele, o assassinato foi decorrência de uma "forte compulsão".

"Como eu me sentia como um grande 'ninguém', eu não conseguia me conter."

Nova versão

Até recentemente, acreditava-se que Chapman havia deixado a sua arma cair logo após ter disparado os tiros, mas ele contou outra versão.

"Não a deixei cair. Fiquei ali segurando-a, mas o porteiro (do hotel Dakota, em cuja calçada Lennon foi morto) veio até mim e disse: 'o que você fez, o que você fez?'", afirmou Chapman.

"Ele agarrou minha mão e sacudiu-a para tirar a arma. Depois, ele a chutou para longe. Foi um homem de muita coragem em fazer aquilo. Mas foi o que ele fez."

Ele contou ainda que se lembra de ter visto a mulher de Lennon, Yoko Ono, caminhar em direção ao carro de polícia onde ele se encontrava após ter sido preso, olhar em sua direção, mas não dizer nada.

"Isso foi algo muito traumático que bloqueei da minha memória por vários meses", afirmou.

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