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Morre aos 95 anos o fotógrafo Cartier-Bresson | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Henri Cartier-Bresson, um dos mais importantes fotógrafos do mundo, morreu nesta quarta-feira aos 95 anos. Amigos de Bresson, que se tornou conhecido por suas fotografias tiradas nas ruas, disseram que ele morreu na sua casa de veraneio na cidade de Sereste, no sul da França. A causa da morte ainda não foi revelada. Ele foi enterrado numa cerimônia reservada no vilarejo. "Havia vários dias que ele não vinha comendo. Estava ficando cada vez mais fraco", contou um amigo, que pediu para não ser identificado, à agência France Presse. Trajetória Tímido e averso à publicidade, o fotógrafo foi um membro fundador da agência de imagens Magnum, em 1947. Cartier-Bresson é visto por muitos como um dos fotógrafos mais influentes do século 20. Suas fotografias estão expostas em diversas galerias de arte por todo o mundo. Nascido em 1908 em Chanteloup, próximo a Paris, ele estudou arte antes de começar a fotografar, nos anos 1930. Ele contribuiu para transformar a fotografia de passatempo da classe alta para uma profissão respeitada. Cartier-Bresson é o responsável pelo termo “momento decisivo” que, em fotografia, se refere a fração de segundo que transforma a foto em uma imagem mítica. Homenageando o fótografo após saber da notícia de seu falecimento, o ministro da Cultura da França, Renaud Donnedieu de Vabres, elogiou o espírito "independente e não-conformista" de Cartier-Bresson. "Ele era tanto um grande artista como um grande repórter. Um humanista e uma testemunha do século 20 que viajou pelo mundo com uma paixão inesgotável", disse o ministro. Numa de suas últimas entrevistas, em abril, o fotógrafo fez reflexões sobre a morte e sobre como as culturas asiáticas e latinas lidam com a questão diferentemente dos europeus. "Nós franceses não pensamos sobre isso (a morte). Não queremos pensar nisso", afirmou à época Cartier-Bresson. "Mas na Índia as pessoas pensam nisso o tempo todo. E também no México. O que gosto naquele país é que a morte está bem viva." |
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