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Atualizado às: 04 de agosto, 2004 - 20h22 GMT (17h22 Brasília)
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Obra de Bresson definiu o fotojornalismo
Fotografia tirada por Martin Munkacsi no lago Tanganyka, na África central.
Essa foi a foto que inspirou Bresson a abraçar a fotografia.
Henri Cartier-Bresson começou a se familiarizar com a fotografia durante a Primeira Guerra Mundial. Nascido em 1908, existe um retrato seu ao lado de seus familiares datado de 1918.

Mais de 80 anos depois, Henri Cartier-Bresson se transformou em uma das pessoas que ajudaram a moldar a linguagem visual do século 20, transformando a fotografia em uma forma de arte.

Entre suas imagens inesquecíveis estão a do furioso olhar da mulher que denuncia um informante da Gestapo, no fim da Segunda Guerra, e a do jovem Truman Capote antes da fama, em 1947.

A revelação de que seu caminho seria a fotografia aconteceu em 1931 quando viu uma foto tirada pelo húngaro Martin Munkacsi de garotos brincando no lago Tanganica, na África central.

Fotojornalismo

“Quando vi a fotografia dos meninos correndo nas ondas eu não acreditei que esse tipo de coisa pudesse ser capturado por uma câmera. Então, peguei a minha, e fui às ruas”, disse ele uma vez.

Cartier-Bresson usava apenas filme preto e branco, nunca utilizou luz artificial ou deu corte em suas fotografias.

Nos anos 30 ele começou a usar as câmeras portáteis, em especial as Laica, que se tornaram a sua marca registrada.

A busca constante de imagens que capturassem a vida real das ruas deu um cunho jornalístico ao seu trabalho.

Ele foi um dos fundadores da agência de fotografias Magnum, em 1947.

Cartier-Bresson definiu sua visão no conceito de “momento decisivo”. Segundo ele, isso seria o “reconhecimento imediato, em uma fração de segundo, da significância de um evento e a precisa organização das formas que dão a esse evento a sua expressão real”.

Todo o seu trabalho mostra uma obsessão com geometria e forma, que ele credita à sua formação como pintor cubista nos anos 20.

Com a Magnum, Cartier-Bresson ajudou a criar os parâmetros para o fotojornalismo. Ele presenciou o início do comunismo na China e o assassinato de Mahatma Gandhi na Índia.

Ao deixar a Magnum em 1966, Cartier-Bresson passou a se dedicar a retratos e paisagens. Entre as pessoas que ele fotografou, estão Jean-Paul Sartre e Henri Matisse.

Nos últimos anos, sua ocupação principal foi o desenho. Henri Cartier-Bresson morava no Jardim das Tulherias, no centro de Paris, e completaria 96 anos no dia 22 de agosto.

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